Um juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região negou o pedido de sigilo feito pela influenciadora digital Virgínia Fonseca e pelo cantor Zé Felipe em um processo trabalhista movido contra eles. A decisão, proferida em novembro de 2025, foi divulgada recentemente e gerou repercussão.
Argumento do magistrado para a negativa
O juiz Celismar Coelho foi enfático ao rejeitar o pedido de confidencialidade do processo. Em sua fundamentação, o magistrado destacou que Virgínia Fonseca compartilha abertamente detalhes de sua vida pessoal nas redes sociais, plataformas onde possui milhões de seguidores.
"A 2ª acionada (Virgínia) não está preocupada em preservar intimidade, como tenta fazer crer nestes autos", afirmou o juiz em trecho da decisão. O entendimento foi de que não haveria motivo para manter em sigilo um processo judicial quando a própria parte envolvida tem uma vida pública amplamente exposta.
Origem do processo trabalhista
A ação foi movida por um pedreiro que atuou nas obras de construção da mansão do ex-casal na cidade de Goiânia. O trabalhador alega que, durante o serviço, foi obrigado a realizar funções que não estavam previstas em seu contrato inicial.
O processo segue em tramitação na Justiça do Trabalho, e a decisão recente apenas trata da questão do sigilo, permitindo que os detalhes da ação se tornem públicos. A data do fato que originou a ação não foi especificada nos autos divulgados.
Contexto público do casal
Virgínia Fonseca e Zé Felipe são figuras amplamente conhecidas no Brasil. A influenciadora, em particular, construiu sua carreira documentando o dia a dia, viagens, projetos pessoais e profissionais para seus seguidores.
O casal também esteve envolvido em outros debates públicos, como a CPI das Apostas Esportivas (CPI das BETS) no Senado Federal, onde foram ouvidos como testemunhas. A exposição constante foi um dos pilares utilizados pelo juiz para embasar a decisão de negar o sigilo processual.
Próximos passos e implicações
Com a negativa do sigilo, o processo segue tramitando de forma aberta. A decisão estabelece um precedente relevante sobre o direito à privacidade em contraponto à vida pública voluntariamente adotada por personalidades e influenciadores digitais.
O caso coloca em evidência como a exposição nas redes sociais pode influenciar decisões judiciais, especialmente quando as partes solicitam confidencialidade sobre aspectos de suas vidas que, em outras ocasiões, são compartilhados com o público.
Agora, as alegações do pedreiro e as defesas apresentadas por Virgínia Fonseca e Zé Felipe poderão ser acompanhadas pela opinião pública, enquanto a Justiça do Trabalho avalia o mérito da causa.