Jovem é preso em BH após três anos foragido por matar mãe por herança em Guarujá
Jovem preso em BH por matar mãe por herança em Guarujá

Jovem condenado a 27 anos por matar mãe por herança é preso em Belo Horizonte após três anos foragido

Bruno Eustáquio Vieira, acusado de assassinar a própria mãe por motivos financeiros em Guarujá, no litoral de São Paulo, foi finalmente capturado em Belo Horizonte após permanecer foragido por três longos anos. O réu, que havia sido condenado pela Justiça de Guarujá, está preso desde 2024 e enfrenta uma pena de 27 anos de reclusão pelo crime hediondo.

Detalhes do crime e condenação

O assassinato ocorreu em dezembro de 2020, na residência da família no bairro Cachoeira, em Guarujá. Márcia Lanzane foi vítima de asfixia e agressões físicas durante uma discussão doméstica. Imagens de uma câmera de segurança flagraram o momento em que Bruno apertava o pescoço da mãe e desferia socos, cenas que se tornaram provas cruciais no processo.

De acordo com o Ministério Público, o crime foi motivado por interesse financeiro, com o acusado buscando herdar o patrimônio da mãe e obter valores de seguros. A juíza Karine Pizzani Miranda destacou a gravidade do ato, cometido dentro de casa, onde a vítima tinha legítima expectativa de segurança.

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Fraude processual e recurso da defesa

Além da condenação por homicídio, Bruno também recebeu seis anos de detenção por fraude processual. Ele tentou esconder o gravador de vídeo digital das câmeras no forno da residência, numa tentativa clara de ocultar provas do crime. A Justiça determinou que ele não poderá recorrer em liberdade, permanecendo detido no Presídio de Itajubá, em Minas Gerais.

O advogado de defesa, Anderson Real Soares, afirmou ao g1 que irá recorrer da decisão, considerando a pena exacerbada. “Por isso, tentaremos uma pena mais justa e equânime ao caso”, explicou o representante legal.

Contexto do crime e comportamento do acusado

Segundo as investigações, Bruno formou-se em Direito mas não desejava trabalhar na área. Ele pressionava constantemente a mãe para pagar um curso de Medicina e exigia dinheiro para gastos com lazer. Insatisfeito por não ser atendido, planejou o assassinato para herdar os bens maternos.

O MP relatou que, após cometer o crime, o acusado foi até a sala assistir televisão, retornando posteriormente ao quarto para confirmar a morte da mãe. No dia seguinte, ele saiu para treinar na academia e, ao voltar, simulou desespero ao encontrar o corpo, alertando conhecidos por telefone.

Impacto familiar e decisão judicial

A juíza Karine Pizzani Miranda enfatizou que o crime causou graves problemas psicológicos para as irmãs e sobrinhas da vítima, destacando a frieza e dissimulação do réu após os fatos. O Tribunal do Júri reconheceu que o assassinato ocorreu por motivo torpe, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, enquadrando-o no contexto de violência doméstica e familiar.

Com a captura em Belo Horizonte, após três anos de buscas, a Justiça dá um passo significativo no cumprimento da sentença, embora a defesa ainda busque revisão da pena através de recursos legais.

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