Jovem é condenada a 8 anos por incendiar colega após bullying em escola de Goiânia
Jovem condenada a 8 anos por incendiar colega após bullying

Jovem é condenada a 8 anos de prisão por atear fogo em colega após bullying em Goiânia

A jovem Islane Pereira Saraiva Xavier, de 22 anos, foi condenada a 8 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por colocar fogo no corpo de uma colega de escola após sofrer bullying. O caso, que chocou a comunidade, ocorreu em março de 2022 no Colégio Estadual Palmito, em Goiânia, e resultou em graves queimaduras na vítima, Marianna Christina Gonçalves Areco Santos, que tinha 17 anos na época.

Detalhes do julgamento e sentença

O julgamento de Islane Pereira aconteceu nesta terça-feira (7), e o juiz Jesseir Coelho de Alcantara reconheceu três qualificadoras para fixar a pena: motivo torpe, devido à vingança por comentários negativos; meio cruel, pelo emprego de fogo; e recurso que dificultou a defesa, pois a vítima foi atacada de surpresa enquanto estava na fila do lanche. Após citar esses elementos, o magistrado definiu a pena em 8 anos e 3 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, a ser cumprida na Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), em Aparecida de Goiânia.

O juiz negou o direito de a condenada recorrer em liberdade, mantendo a prisão preventiva para garantir a ordem pública. O júri também reconheceu que o crime foi cometido em ambiente escolar, na presença de outros alunos, e chegou muito perto de ser consumado.

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Redução da pena e contexto do crime

Na chamada dosimetria, o júri reduziu a pena inicial, que seria de 17 anos, por reconhecer que a ré tinha capacidade reduzida de entender o caráter criminoso do fato devido a uma perturbação de saúde mental, além de ser menor de 21 anos na época do ocorrido. Isso resultou em uma redução de um terço da pena.

De acordo com a sentença, Islane Pereira agiu motivada por um sentimento de vingança por causa de comentários negativos que Marianna Christina teria feito, zombando do bronzeado dela. O crime foi planejado e executado no dia 31 de março de 2022, no pátio da escola. Segundo a investigação, Islane jogou álcool e ateou fogo em Marianna enquanto ela estava na fila do refeitório. Após o ataque, Islane foi andando calmamente até uma sala de aula, onde ficou esperando a chegada dos policiais, e com ela foram encontradas duas facas e um canivete.

Impacto na vítima e reações

Marianna Christina teve metade do corpo queimada e ficou internada em estado grave no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Testemunhas relataram que as duas não tinham contato direto, apesar de estudarem na mesma sala, o que aumenta a perplexidade sobre a violência do ato. O g1 tentou contato com a defesa de Islane Pereira, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Este caso destaca os graves efeitos do bullying e da violência nas escolas, levantando debates sobre saúde mental e segurança no ambiente educacional. A condenação serve como um alerta para a necessidade de medidas preventivas e de apoio aos jovens em conflito.

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