Irmã de jovem envenenado com açaí acusa cunhada, mas vítima defende inocência em Ribeirão Preto
Irmã acusa cunhada em caso de açaí envenenado, mas vítima defende inocência

Irmã de jovem envenenado com açaí acusa cunhada, mas vítima mantém defesa da inocência em Ribeirão Preto

Um caso de envenenamento por açaí contaminado com chumbinho em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, continua gerando controvérsias entre familiares da vítima. Enquanto a irmã do jovem Adenilson Ferreira Parente acusa a namorada dele, Larissa de Souza, de envolvimento no crime, o próprio Adenilson reafirma publicamente acreditar na inocência da companheira.

Depoimentos conflitantes dividem opiniões sobre suspeita

Adriana Ferreira Parente, irmã da vítima, prestou depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira (7) afirmando que toda a família acredita que Larissa envenenou Adenilson. Ela destacou que ninguém mais teve contato com a suspeita após o incidente e expressou perplexidade com a postura do irmão em defender a namorada.

"Não entendo por que ele insiste em defendê-la, mas acredito que ele faz isso para finalizar a situação de forma mais tranquila. Adenilson tem um bom coração e não desejaria estar no lugar de Larissa", declarou Adriana em trecho do depoimento obtido pela EPTV, afiliada da TV Globo.

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Vítima entrega carta manuscrita defendendo namorada

Em contrapartida, Adenilson Ferreira Parente, que sobreviveu à intoxicação após ser internado na UTI em fevereiro, apresentou uma carta escrita à mão às autoridades judiciais. No documento, ele reafirma tudo o que disse à polícia quando estava hospitalizado e insiste que acredita na inocência da esposa.

"Reafirmo tudo o que disse para a polícia quando estava no hospital. Acredito muito que minha esposa não tentou me envenenar e jamais quero vê-la processada ou presa", registrou Adenilson na carta, que foi anexada ao processo do caso pela advogada dele no fim de março.

Investigações avançam com novas perspectivas

Larissa de Souza é investigada como principal suspeita de ter tentado matar Adenilson com chumbinho, um agrotóxico ilegal popularmente conhecido como raticida. Ela chegou a ser indiciada por tentativa de homicídio, mas o Ministério Público pediu mais investigações à Polícia Civil para esclarecer os fatos.

O promotor de Justiça Eliseu Berardo, responsável pelo pedido de novas investigações, avalia que a carta de Adenilson não interfere nas diligências em curso. "Não é um crime de ação penal pública condicionada à representação da vítima. Então, se a vítima quer ou não quer, não tem qualquer influência", analisou o promotor.

No entanto, Berardo ressalta que, em uma eventual situação de o caso ser levado a um júri popular, esse posicionamento da vítima poderá influenciar a decisão dos jurados. "Os jurados vão conhecer os fatos e vão saber: 'se nem a vítima quer a condenação dela, por que nós, colocando-nos na posição deles, iríamos condená-la?'", ponderou.

Detalhes do caso e motivações investigadas

Durante seu depoimento, Adenilson também afirmou que o copo de açaí que consumiu estava lacrado, informação que contradiz possíveis teorias sobre contaminação. Uma funcionária da loja que vendeu o produto também foi ouvida pelas autoridades.

A Promotoria investiga a possibilidade de que a namorada tenha tentado matar Adenilson para ficar com R$ 20 mil que ele havia conseguido com a venda de um carro. O caso ganhou repercussão nacional e continua sendo apurado com rigor pelas autoridades policiais e ministeriais.

Enquanto as investigações prosseguem, a família da vítima permanece dividida, com a irmã mantendo as acusações contra Larissa e o próprio Adenilson insistindo na defesa da namorada, criando um cenário complexo para as autoridades que buscam a verdade sobre o envenenamento.

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