Suspeito de tentar furtar helicóptero rompe tornozeleira e foge após novo crime em Minas Gerais
Homem que tentou furtar helicóptero foge após romper tornozeleira em MG

Suspeito de tentar furtar helicóptero rompe tornozeleira e foge após novo crime em Minas Gerais

Um homem de 52 anos que derrubou um helicóptero durante uma tentativa de decolagem no aeroporto de Caxambu, no Sul de Minas Gerais, está foragido após romper sua tornozeleira eletrônica e cometer um novo furto. A Polícia Militar confirmou que Luiz Gustavo Fonseca Aires violou as medidas cautelares impostas pela Justiça menos de um mês após receber liberdade provisória.

Violência das medidas cautelares e novo delito

Segundo informações da polícia, Aires furtou uma motocicleta no Centro de São Lourenço na manhã de segunda-feira (2), rompendo a tornozeleira eletrônica que monitorava seus movimentos. A tornozeleira danificada foi encontrada pela PM em um canteiro da cidade, enquanto imagens de câmeras de segurança flagraram o suspeito levando a motocicleta furtada sem capacete. Familiares reconheceram Aires nas gravações, mas tanto o suspeito quanto a moto ainda não foram localizados.

O comportamento é especialmente preocupante porque, dias antes do novo crime, Aires realizou pesquisas na internet sobre o Aeroporto de Varginha, outro terminal aéreo da região. A informação acendeu alerta na Polícia Militar, que acionou cidades vizinhas para reforçar o rastreamento. A Justiça havia imposto justamente a proibição de se aproximar de aeroportos e aeronaves ao conceder a liberdade provisória.

Histórico de invasão e tentativa de furto de aeronave

Aires foi solto no dia 9 de fevereiro após invadir, na madrugada do dia anterior, o aeroporto de Caxambu. Ele cortou a grade de acesso, rompeu barreiras de segurança e tentou decolar um helicóptero, que acabou caindo ainda no solo. Imagens do sistema interno de câmeras da aeronave mostraram o suspeito sentado no cockpit por mais de uma hora, manuseando comandos e utilizando um celular enquanto tentava realizar procedimentos de voo.

Na decisão que concedeu a liberdade provisória, o juiz destacou que as restrições impostas eram voltadas a evitar a repetição de novos crimes. As medidas incluíam:

  • Afastamento de qualquer aeronave
  • Distância mínima de 200 metros de locais ligados à aviação
  • Uso de tornozeleira eletrônica
  • Recolhimento domiciliar integral

Apesar das precauções judiciais, todas as medidas foram desobedecidas pelo suspeito.

Repercussões judiciais e buscas policiais

A Justiça havia alertado que o descumprimento das medidas cautelares poderia levar à decretação de prisão preventiva, situação que deve ser reavaliada após o novo episódio. Até o início da tarde desta terça-feira (3), não havia registro oficial de intercorrência no cumprimento da decisão judicial de monitoração eletrônica, segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais afirmou que, conforme a secretaria da Vara Única da Comarca de Caxambu, ainda não havia sido protocolada comunicação oficial sobre o rompimento da tornozeleira pelo réu. A Polícia Civil foi procurada para obter mais detalhes sobre o caso, mas não havia se manifestado até a última atualização.

Antecedentes internacionais e motivação

Quando preso após a tentativa de furto do helicóptero, Aires afirmou aos policiais ser apaixonado por aviação e que queria "testar a aeronave". Ele revelou ainda ter cometido crime semelhante nos Estados Unidos, onde invadiu um aeroporto em Palo Alto, na Califórnia, caiu com uma aeronave em uma praia e fugiu, sendo preso posteriormente pelas autoridades locais.

Um dia após sua prisão em flagrante, a Justiça de Minas Gerais concedeu a liberdade provisória com diversas medidas cautelares, considerando que seriam suficientes para evitar novos crimes. O advogado que representava Aires anteriormente informou que não o representa mais, e a reportagem busca contato com sua atual defesa.

A Polícia Militar mantém buscas pelo suspeito em toda a região do Sul de Minas, enquanto a Justiça avalia as consequências da violação das medidas cautelares que deveriam garantir o cumprimento da lei.