Polícia Civil de São Paulo prende suspeitos de aplicar golpes bancários durante show de Luan Santana
A Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação na noite de sexta-feira, 13 de setembro, que resultou na prisão em flagrante de cinco homens suspeitos de aplicar golpes bancários em fãs nas proximidades do Allianz Parque, em Perdizes, Zona Oeste da capital paulista. A ação ocorreu durante um show do cantor sertanejo Luan Santana, que atraiu milhares de pessoas ao estádio.
Operação policial e apreensões
A operação foi conduzida por policiais da 1ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), após o recebimento de diversas denúncias sobre atividades criminosas no entorno do evento. Os suspeitos foram abordados do lado de fora do estádio e, durante a revista, os agentes encontraram 95 cartões de crédito e débito pertencentes a diferentes pessoas, além de três máquinas de pagamento portáteis.
Modus operandi da quadrilha
Segundo as investigações da polícia, o grupo atuava de forma organizada, com uma clara divisão de tarefas. Dois dos suspeitos eram responsáveis por esconder os cartões bancários, enquanto os outros três portavam as maquininhas de pagamento. O golpe funcionava da seguinte maneira:
- Integrantes da quadrilha se aproximavam de vítimas que realizavam compras com ambulantes no entorno do evento.
- No momento do pagamento, os criminosos trocavam os cartões das vítimas por outros semelhantes, sem que as pessoas percebessem a substituição.
- Ao entregar o cartão para passar na máquina, a vítima recebia de volta um cartão diferente do seu.
Confissões e enquadramento legal
Conforme o boletim de ocorrência, os cinco suspeitos, com idades entre 23 e 33 anos, confessaram informalmente que não eram responsáveis pelos furtos dos cartões, mas admitiram que os ocultavam sabendo que eram produto de crime. O objetivo seria utilizá-los posteriormente em transações financeiras. Por esse motivo, foram indiciados pelo crime de receptação.
Antecedentes criminais e medidas judiciais
O delegado responsável pelo caso afirmou que os presos possuem antecedentes criminais, incluindo crimes patrimoniais, tráfico de drogas e outros registros policiais. Devido a esse histórico, a delegacia não arbitrou fiança e representou à Justiça pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, sob o argumento de garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal.
Análise policial sobre o modus operandi
Para as autoridades policiais, a quantidade de cartões apreendidos, associada às maquininhas de pagamento, indica um modus operandi comum em eventos com grande aglomeração. Nesses casos, cartões furtados de vítimas são rapidamente repassados a receptadores para uso imediato, antes que os titulares consigam bloquear os meios de pagamento.
Situação atual dos investigados
Até a última atualização desta reportagem, os cinco suspeitos seguiam presos e à disposição da Justiça. Os cartões e as maquininhas apreendidos deverão passar por perícia para identificação das vítimas e eventual rastreamento de transações realizadas. O g1 não conseguiu localizar as defesas dos acusados para comentar o assunto.
Este caso reforça a necessidade de atenção redobrada em eventos com grande concentração de pessoas, onde criminosos costumam aproveitar a aglomeração e a distração do público para aplicar golpes financeiros. A polícia continua investigando possíveis conexões deste grupo com outras atividades criminosas similares na região metropolitana de São Paulo.
