Funcionárias de lojas plus size são soltas após prisão por venda ilegal de canetas emagrecedoras
Funcionárias de lojas plus size soltas após prisão por venda ilegal

Funcionárias de lojas plus size são soltas após prisão por venda ilegal de canetas emagrecedoras

O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu liberdade provisória às seis funcionárias de lojas plus size que haviam sido presas na terça-feira (24) por suspeita de venderem canetas emagrecedoras de forma irregular no interior do estado. As mulheres, que trabalhavam em estabelecimentos especializados em roupas para corpos com numerações maiores e pessoas obesas, foram detidas durante uma operação da Polícia Civil nas cidades de São José dos Campos e Jacareí.

Medidas cautelares impostas pela Justiça

De acordo com a decisão judicial, a liberdade provisória foi concedida mediante o cumprimento de medidas cautelares específicas, incluindo:

  • Comparecimento obrigatório a todos os atos do processo para informar e justificar atividades
  • Obrigação de manter o endereço atualizado junto à Justiça
  • Proibição de ausentar-se de São José dos Campos ou Jacareí por mais de oito dias sem prévia comunicação à Justiça

O advogado de defesa das funcionárias afirmou que a Justiça reconheceu a "ausência dos requisitos autorizadores da prisão preventiva" e destacou as condições pessoais favoráveis das acusadas, que são primárias, possuem residência fixa, trabalho lícito e vínculos familiares relevantes.

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Operação policial e detalhes do caso

A operação policial que resultou nas prisões ocorreu na manhã de terça-feira (24), quando a Polícia Civil realizou buscas em duas lojas plus size localizadas nas regiões centrais de São José dos Campos e Jacareí, além da residência do proprietário dos estabelecimentos.

Segundo o delegado Reinaldo Checa, responsável pela investigação, as lojas aproveitavam a venda de produtos plus size para oferecer clandestinamente canetas emagrecedoras aos clientes. "A investigação mostrou que o proprietário adquiria as canetas de outro estado e deixava nas lojas para que as gerentes e funcionárias comercializassem os produtos", explicou o delegado.

As funcionárias foram presas em flagrante e autuadas pelo artigo 275 do Código Penal, que trata da exposição à venda de substâncias proibidas, considerado crime contra a saúde pública com pena de um a cinco anos de prisão.

Proprietário segue sendo investigado

O proprietário das lojas não foi encontrado durante a operação policial e continua sendo investigado pelas autoridades. "Ele vai responder pelo crime, mas com uma gravidade maior por ser o proprietário e a pessoa que adquire isso e determina que as funcionárias façam a venda", completou o delegado Checa.

A investigação teve início há aproximadamente 20 dias, após a polícia receber uma denúncia sobre as atividades irregulares. Os mandados de busca foram solicitados ao juiz e deferidos rapidamente, permitindo a execução das diligências na terça-feira.

Posição da defesa e próximos passos

O advogado das funcionárias afirmou estar confiante na absolvição das suspeitas, que continuam sendo investigadas. "A Defesa esclarece que o mérito das imputações ainda será devidamente analisado no curso do processo, momento em que se espera o completo esclarecimento dos fatos", declarou o profissional.

Com a decisão judicial desta quarta-feira (25), as seis mulheres responderão ao processo em liberdade, mas deverão cumprir rigorosamente todas as medidas cautelares estabelecidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo enquanto aguardam o desfecho legal do caso.

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