Funcionária de escola estadual em Avaré registra boletim de ocorrência após ser ofendida por alunos
Uma inspetora de 62 anos, que trabalha na escola estadual cívico-militar Dona Maria Izabel Cruz Pimentel, localizada em Avaré, no interior de São Paulo, registrou um boletim de ocorrência nesta quarta-feira, dia 25. A funcionária relatou ter sido vítima de ofensas e xingamentos de baixo calão por parte de dois alunos adolescentes durante o intervalo das aulas, dentro das dependências da unidade escolar.
Polícia Militar foi acionada e adolescentes foram encaminhados ao Plantão Policial
Segundo as informações contidas no registro policial, a Polícia Militar foi acionada após a ocorrência, com a notificação de que a inspetora havia recebido insultos graves. O teor específico das ofensas não foi detalhado pelas autoridades, mas o caso foi tratado com seriedade pelas instituições envolvidas.
Os dois adolescentes identificados como responsáveis pelas ofensas foram imediatamente encaminhados ao Plantão Policial de Avaré. Além disso, o Conselho Tutelar da cidade e os responsáveis legais pelos alunos compareceram ao local para acompanhar a situação e tomar as providências necessárias.
Vítima relatou que vice-diretora adotou medidas e responsáveis assinaram termo de compromisso
A inspetora, que preferiu não ter sua identidade divulgada, informou aos policiais que a vice-diretora da escola já havia adotado as medidas cabíveis dentro do ambiente escolar e estava ciente de que um boletim de ocorrência seria registrado para formalizar as ofensas sofridas.
Os responsáveis legais pelos adolescentes assinaram um termo de compromisso e responsabilidade, assumindo a obrigação de orientar e monitorar a conduta dos jovens. Após a assinatura do documento e a coleta de informações, os alunos foram liberados e retornaram às suas residências, sob a supervisão de suas famílias.
Caso foi registrado como desacato e será investigado pela Delegacia de Polícia Civil
O incidente foi formalmente registrado como desacato na Delegacia de Polícia Civil de Avaré e será alvo de investigações posteriores para apurar todos os detalhes e possíveis implicações legais. A polícia local está coletando depoimentos e analisando as circunstâncias do ocorrido.
O portal de notícias g1 entrou em contato com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para obter um posicionamento oficial sobre o caso ocorrido na escola cívico-militar de Avaré. No entanto, até o momento da publicação desta reportagem, a secretaria não havia se manifestado ou fornecido qualquer retorno sobre o assunto.
Contexto das escolas cívico-militares no estado de São Paulo
Vale destacar que a escola envolvida no episódio faz parte do programa de escolas cívico-militares implementado pelo governo do estado. No primeiro semestre de 2025, a Secretaria da Educação de São Paulo (Seduc-SP) concluiu o processo de seleção das primeiras 100 escolas estaduais que optaram por aderir a esse modelo educacional.
A escolha dessas unidades foi realizada por meio de uma consulta pública com a comunidade escolar, realizada entre os meses de março e abril, envolvendo inicialmente 300 escolas previamente interessadas. Para que a adesão ao programa fosse aprovada, foi necessária uma votação favorável de pelo menos 50% dos participantes, mais um voto.
Como o número de escolas aprovadas superou o limite estabelecido de 100 unidades, a Secretaria da Educação aplicou critérios técnicos de desempate, que incluíram fatores como:
- Número total de votos recebidos por cada escola
- Oferta de mais de um nível de ensino na unidade
- Localização geográfica e distribuição regional
Esse contexto reforça a importância de manter um ambiente escolar respeitoso e disciplinado, especialmente em instituições que seguem o modelo cívico-militar, que tem como um de seus pilares a valorização da ordem e do civismo. O caso em Avaré serve como um alerta para a necessidade de diálogo constante entre alunos, funcionários e famílias, visando a prevenção de conflitos e a promoção de uma convivência harmoniosa no espaço educativo.



