Família de guarda civil desafia laudo oficial e busca reabertura de caso arquivado
A morte da guarda civil metropolitana Mayara Teruya Jacinto, ocorrida em junho de 2025, continua a gerar dúvidas e controvérsias significativas. Com 33 anos na época do falecimento, Mayara foi encontrada sem vida no apartamento do namorado, e as investigações oficiais concluíram que se tratava de um suicídio. No entanto, a família da vítima permanece incrédula diante dessa versão e decidiu tomar medidas para contestar os resultados.
Inconsistências apontadas por perito particular
Insatisfeita com a condução do caso, a família contratou um perito independente para analisar as provas e os procedimentos investigativos. O profissional identificou uma série de inconsistências no inquérito policial original, levantando questões sobre a precisão e a transparência do trabalho realizado pelas autoridades. Essas falhas descobertas reforçam as suspeitas da família de que a morte de Mayara pode não ter sido voluntária.
Mariana Cristina Teruya Jacinto, irmã da vítima, descreveu a relação conturbada do casal, mencionando brigas constantes e um padrão de reconciliação. "Eles brigavam e ela sempre cedia, ela sempre voltava atrás. Ele insistia em falar e ela acabava cedendo", relatou Mariana, destacando a dinâmica problemática que marcou o namoro desde o início.
Resposta oficial e ações legais em andamento
A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso foi devidamente investigado e subsequentemente arquivado, sem nenhuma solicitação formal para reabertura até o momento. Contudo, a advogada da família, Andreia Fonseca, está preparando os trâmites necessários para requerer a reabertura do inquérito o mais rápido possível. A profissional baseia sua estratégia nas inconsistências identificadas pelo perito contratado, argumentando que novas análises são essenciais para esclarecer os fatos.
Este movimento da família representa um desafio direto às conclusões oficiais e evidencia a persistência em buscar justiça. A situação ilustra as dificuldades enfrentadas por familiares de vítimas quando discordam dos resultados das investigações policiais, especialmente em casos sensíveis como este.
O caso de Mayara Teruya Jacinto permanece em aberto no âmbito familiar, com esforços contínuos para revisar as evidências e garantir que todas as hipóteses sejam consideradas. A busca por respostas claras e transparentes continua a mobilizar a família e seus representantes legais, em uma jornada marcada pela determinação e pela esperança de verdade.



