Operação contra exploração sexual infantil prende dois no Amapá
Exploração sexual infantil: dois presos no AP

Operação Iuvenis II combate exploração sexual infantil no Amapá

A Polícia Civil do Amapá deflagrou na manhã desta quinta-feira (23) a Operação Iuvenis II, cumprindo nove mandados de busca e apreensão nos municípios de Macapá e Santana. Durante a ação, duas pessoas foram presas em flagrante e uma arma de fogo foi apreendida com um dos suspeitos. As diligências ocorreram nos bairros Marco Zero e Nova Esperança, na Zona Sul de Macapá, em um condomínio na Zona Oeste da capital e também no município de Santana.

A operação é um desdobramento de investigações iniciadas em 2022, focadas em crimes de exploração sexual infantil. De acordo com a polícia, entre os investigados estão empresários e servidores públicos. Um dos homens detidos nesta fase possuía várias armas em sua residência.

Detalhes das investigações

As apurações são conduzidas pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca), com apoio de outras delegacias. A investigação começou em 2022, quando uma denúncia apontou um homem que mantinha encontros sexuais com uma adolescente. A delegada Clivia Ferreira Valente, titular da Dercca, destacou o trabalho minucioso dos agentes: “Durante meses, realizamos análise de dados, levantamento de informações e técnicas investigativas que auxiliaram na identificação de outros envolvidos, além dos que já haviam sido alvos da primeira fase da operação.”

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Na primeira fase, o investigado afirmou em depoimento que atuava como agenciador da jovem. Essa declaração levou a polícia a identificar uma rede de suspeitos que praticavam o mesmo crime. As vítimas, todas em situação de vulnerabilidade social, eram coagidas a manter relações sexuais em troca de pequenas quantias em dinheiro, lanches ou refeições.

Apreensões e próximos passos

Durante o cumprimento dos mandados, a polícia recolheu celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos que serão analisados para aprofundar as investigações. A operação visa desarticular completamente a rede de exploração sexual infantil que atuava na região. A Polícia Civil reforça a importância de denúncias anônimas para combater esse tipo de crime e pede que a população colabore por meio do disque-denúncia.

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