Vídeo mostra execução de homem em Frutal: suspeito monitorou vítima por dois meses
Execução em Frutal: suspeito monitorou vítima por dois meses

Vídeo mostra execução de homem em Frutal: suspeito monitorou vítima por dois meses

Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que Rafael Garcia Pedroso, de 31 anos, foi executado com cinco tiros pelas costas em frente à Unidade Básica de Saúde Carlos Alberto Vieira, no bairro Novo Horizonte, em Frutal. O crime ocorreu no dia 31 de março, quando a vítima aguardava sua esposa ser atendida no local.

Monitoramento prévio e prisão domiciliar

Segundo informações da Polícia Militar, o suspeito, Marcos Antônio da Silva Neto, de 19 anos, teria monitorado os passos de Rafael por aproximadamente dois meses antes do crime. A vítima cumpria prisão domiciliar desde 15 de janeiro deste ano, após deixar a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) devido à superlotação.

Conforme decisão judicial, Rafael recebeu o benefício da prisão domiciliar com base na Súmula Vinculante nº 56 do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece que presos não podem permanecer em regime mais severo do que o determinado pela Justiça por falta de vagas no sistema prisional. A medida previa fiscalização e poderia ser revogada imediatamente em caso de descumprimento das condições impostas.

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Histórico criminal da vítima

Rafael Garcia Pedroso estava cumprindo pena pelo homicídio de Glauciane Cipriano, mãe do suspeito Marcos, ocorrido em 3 de julho de 2016. Na ocasião, Rafael esfaqueou sua então companheira aproximadamente 20 vezes durante uma confraternização na ExpoFrutal. O crime ocorreu na frente de Marcos, que na época tinha apenas 9 anos de idade.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou Rafael a 23 anos de prisão, considerando que o homicídio foi cometido por motivo fútil, com uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, no contexto de violência doméstica e familiar.

Trajetória prisional e investigações

Após o crime em 2016, Rafael foi levado para a Penitenciária de Frutal, onde permaneceu até 2019, quando foi transferido para a Apac a pedido da própria penitenciária devido à superlotação. Em janeiro deste ano, com o esgotamento da capacidade da Apac e a falta de vagas em estabelecimento penal adequado ao regime semiaberto, ele recebeu o benefício da prisão domiciliar.

A Polícia Civil informou que Marcos é procurado desde o dia do crime e que já foi solicitado à Justiça um mandado de prisão temporária contra ele. Inicialmente, a Polícia Militar apontou três pessoas como suspeitas de envolvimento no crime, sendo que uma delas chegou a ser presa por supostamente ter dado carona de moto ao suspeito no dia do assassinato.

Posicionamento da defesa

O advogado do suspeito, José Rodrigo de Almeida, afirmou ao g1 que seu cliente pretendia se apresentar espontaneamente à Delegacia de Plantão da Polícia Civil e confessar o crime. No entanto, isso não aconteceu porque, segundo ele, a corporação informou que a apresentação do investigado precisava ser combinada antes e comunicada oficialmente à delegacia responsável pela investigação.

A defesa de Marcos Antonio da Silva Neto emitiu nota afirmando que, desde o início, tentou colaborar com a investigação e chegou a procurar a polícia para organizar a apresentação espontânea do suspeito. Os advogados alegam que Marcos não se apresentou no dia do crime porque o defensor responsável estava em outra cidade e só conseguiu chegar a Frutal à noite, quando a delegacia já estava fechada.

Procedimentos policiais

A Polícia Civil explicou, em nota, que em situações como esta não basta o investigado decidir se apresentar por conta própria. É necessário combinar previamente com a delegacia responsável pela investigação, para que tudo ocorra de forma organizada e sem prejudicar a apuração criminal. A corporação reforçou que a apresentação espontânea não impede uma eventual prisão, caso haja motivos legais, e destacou que o caso já está em estágio avançado de investigação.

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O g1 questionou a Polícia Civil se o mandado de prisão contra o investigado já foi concedido pela Justiça de Frutal e aguarda retorno. A reportagem também entrou em contato para saber se as outras duas pessoas, além de Marcos, continuam sendo investigadas por possível participação no homicídio, mas não obteve resposta até a última atualização.