Ex-presidente do Corinthians é réu por uso indevido de cartão corporativo do clube
Ex-presidente do Corinthians réu por uso de cartão corporativo

Ex-presidente do Corinthians enfrenta processo criminal por gastos pessoais com cartão do clube

A Justiça de São Paulo aceitou nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra Duílio Monteiro Alves, ex-presidente do Corinthians, tornando-o réu pelo crime de apropriação indébita. O caso envolve o uso do cartão corporativo do clube para despesas pessoais durante sua gestão, que ocorreu entre os anos de 2021 e 2023.

Detalhes dos gastos pessoais com recursos do Corinthians

De acordo com a denúncia apresentada pelo promotor Cássio Conserino, responsável pelo caso, Duílio Monteiro Alves utilizou o cartão corporativo do Corinthians para realizar gastos pessoais que totalizaram R$ 41.822. Os valores foram despendidos em estabelecimentos diversos, incluindo:

  • Freeshops em aeroportos
  • Restaurantes e hotéis
  • Salões de cabeleireiro
  • Lojas náuticas
  • Sites de venda de roupas

O Ministério Público de São Paulo afirma que essas despesas não possuíam qualquer relação com as atividades oficiais do cargo de presidente do clube, caracterizando assim o crime de apropriação indébita.

Outro executivo do Corinthians também se torna réu no processo

Além do ex-presidente Duílio Monteiro Alves, o ex-gerente financeiro do Corinthians, Roberto Gavioli, também foi incluído na denúncia e tornou-se réu por omissão. A acusação alega que Gavioli teria conhecimento dos gastos indevidos e não tomou as medidas necessárias para impedi-los ou reportá-los às autoridades competentes.

Ambos os acusados terão um prazo de 10 dias para apresentar suas respostas por escrito à acusação, através de seus advogados, perante o Tribunal de Justiça de São Paulo.

Decisão judicial acata denúncia mas rejeita medidas cautelares

A juíza Elaine Cristina Pulcineli Vieira Gonçalves, da 15ª Vara Criminal de São Paulo, foi a magistrada responsável por receber e analisar a denúncia do Ministério Público. Em sua decisão, a juíza aceitou integralmente a acusação de apropriação indébita, considerando que há elementos suficientes para levar o caso a julgamento.

Contudo, a magistrada não acatou os pedidos de medidas cautelares apresentados pelo MP-SP, que incluíam:

  1. Bloqueio de bens dos acusados
  2. Quebra de sigilo bancário
  3. Quebra de sigilo fiscal
  4. Outras medidas cautelares solicitadas

O caso agora segue para as próximas etapas processuais, com os acusados tendo a oportunidade de se defender das acusações perante a Justiça paulista. O Ministério Público continuará atuando na investigação e no processo, buscando a responsabilização dos envolvidos pelo suposto desvio de recursos do clube corintiano.