Ex-prefeito de Campo Grande é denunciado por homicídio qualificado após matar comprador de sua mansão
Ex-prefeito de Campo Grande denunciado por homicídio qualificado

Ex-prefeito de Campo Grande é denunciado por homicídio qualificado após matar comprador de sua mansão

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apresentou denúncia formal contra o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. Bernal encontra-se preso preventivamente após ter matado o servidor público Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, dentro de uma mansão que anteriormente pertenceu ao ex-prefeito e foi adquirida legalmente pela vítima.

Motivação torpe e circunstâncias agravantes

Na denúncia, oferecida no dia 10 de abril deste ano, o MPMS concluiu que o crime foi cometido com motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ter sido praticado contra pessoa maior de 60 anos. O documento detalha que Bernal e Mazzini não mantinham relação de amizade, tendo estabelecido vínculo apenas após a compra do imóvel pelo servidor público junto à Caixa Econômica Federal.

O Ministério Público fez apontamentos específicos sobre as circunstâncias do crime:

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  • Bernal agiu por vingança, por não aceitar a perda do imóvel para a vítima e acreditar ainda possuir direitos sobre a mansão;
  • O ex-prefeito cometeu o crime sem conceder direito de defesa à vítima;
  • A arma utilizada por Bernal estava com registro vencido desde 15 de dezembro de 2018 e porte expirado em 3 de março de 2019.

Detalhes do crime e versões conflitantes

Roberto Carlos Mazzini foi morto por Alcides Bernal no dia 24 de março deste ano, dentro de uma mansão avaliada em quase R$ 4 milhões. A defesa da família da vítima afirma que as fechaduras da casa onde ocorreu o crime foram trocadas diversas vezes antes do homicídio. O imóvel havia sido arrematado em leilão judicial por Roberto e estava em trâmites finais de cartório, pronto para receber sua família.

Em contrapartida, Bernal declarou ao g1 que foi alertado pelo sistema de segurança após três homens entrarem na casa e afirmou ter agido em legítima defesa. O ex-prefeito também disse que, após os disparos, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e se apresentou na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, onde prestou depoimento.

Consequências legais e posicionamentos

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima foi atingida por dois disparos, sofreu três perfurações e chegou a ser reanimada, mas não resistiu aos ferimentos. A denúncia oferecida pelo MPMS exige ainda o pagamento de 10 salários mínimos para reparação de danos causados pela infração.

A defesa de Alcides Bernal informou nesta segunda-feira (13) que só vai se pronunciar no processo judicial, mantendo-se em silêncio sobre os detalhes do caso até o momento adequado. O ex-prefeito continua preso preventivamente enquanto aguarda os desdobramentos do processo criminal que se inicia com a denúncia do Ministério Público.

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