Ex-prefeito de Campo Grande atira e mata homem em suposta invasão de residência
O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, se apresentou à polícia nesta terça-feira (24) após atirar e matar Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, em um incidente que ocorreu em sua residência no bairro Jardim dos Estados, em Mato Grosso do Sul. Segundo Bernal, o homem teria invadido sua casa, levando-o a agir em legítima defesa. O caso está sob investigação pelas autoridades policiais.
Detalhes do incidente e alegações de legítima defesa
De acordo com informações apuradas pela TV Morena, afiliada da Rede Globo em Mato Grosso do Sul, a vítima, Roberto Carlos Mazzini, havia arrematado o imóvel judicialmente e estava nos trâmites finais de cartório no momento do ocorrido. Bernal afirmou ao g1 que foi alertado pelo sistema de segurança após três homens entrarem na casa, o que o levou a realizar os disparos. Ele destacou que sua ação foi motivada pela necessidade de proteção pessoal e do patrimônio.
Após os disparos, Bernal acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e se apresentou na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, onde prestou depoimento sobre os eventos. O Corpo de Bombeiros relatou que a vítima foi atingida com dois disparos, resultando em três perfurações, e chegou a ser reanimada no local, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo foi encontrado na varanda, na entrada do imóvel, que estava desocupado no momento.
Contexto adicional e investigações em andamento
Este não é o primeiro caso envolvendo questões judiciais e Alcides Bernal. Anteriormente, o ex-prefeito foi despejado de uma fazenda por falta de pagamento do arrendamento, conforme reportado pelo g1 MS. A polícia continua a investigar as circunstâncias exatas da invasão e os motivos por trás da presença de Mazzini no local, considerando a alegação de legítima defesa apresentada por Bernal.
As autoridades estão analisando evidências, incluindo gravações do sistema de segurança e depoimentos, para determinar se houve excesso ou se a ação foi justificada. A comunidade local e os familiares da vítima aguardam esclarecimentos, enquanto o caso gera debates sobre segurança residencial e os limites da legítima defesa no Brasil.



