Ex-funcionário confessa incêndio em loja de pneus que causou prejuízo de R$ 5 milhões em Teresina
Um vídeo de câmera de segurança registrou o momento exato em que as chamas começaram a consumir o galpão de uma revendedora de pneus em Teresina, no dia 9 de outubro de 2025. As imagens mostram claramente o fogo se iniciando em uma área com pneus empilhados, dentro do estabelecimento comercial.
Na manhã desta quarta-feira (15), um ex-funcionário da loja foi indiciado e preso preventivamente após confessar à Polícia Civil do Piauí que provocou intencionalmente o incêndio. O suspeito, que trabalhava como estoquista, foi flagrado pelo circuito de câmeras transitando diversas vezes no pavimento superior do galpão, exatamente no local onde as chamas tiveram início.
Prejuízo milionário e risco ampliado
Segundo as investigações, o incêndio causou um prejuízo total estimado em R$ 5 milhões ao estabelecimento. Desse valor, aproximadamente R$ 3 milhões correspondem à destruição de cerca de 5 mil pneus, enquanto os outros R$ 2 milhões serão necessários para reformar completamente o local, que ficou totalmente destruído.
O delegado Leonardo Alexandre, da 4ª Delegacia Seccional de Teresina, destacou a gravidade adicional do crime: "A gravidade da conduta também deve ser avaliada pelo local onde o incêndio foi realizado, que fica a apenas 20 ou 30 metros de dois postos de gasolina. Isso poderia ter causado um dano ainda maior, pondo em risco a vida dos funcionários e transeuntes".
Motivação e investigação detalhada
Durante interrogatório, o suspeito identificado como Joelson admitiu o crime e alegou que estava passando por problemas psicológicos decorrentes de uma "insatisfação com a gerência" do estabelecimento. Ele mencionou um gerente específico, mas não forneceu detalhes adicionais sobre os motivos do descontentamento.
O delegado Leonardo ressaltou que "ele não relatou nenhum ato de demissão. Na época do fato, ele não estava demitido, estava trabalhando normalmente. Foi uma insatisfação direcionada a esse gerente, mas é um fato manifestamente incompatível com a gravidade da conduta". O ex-funcionário foi demitido somente após o incêndio ocorrer.
A perícia criminal descartou completamente a possibilidade de causas acidentais como falha elétrica ou curto-circuito, direcionando a investigação para um crime doloso – cometido com intenção pelo autor. As imagens do circuito de segurança foram fundamentais para a conclusão das investigações.
Consequências imediatas e legais
No dia do incidente, a fumaça do incêndio se espalhou por vários bairros de Teresina, causando alarme na população local. O Corpo de Bombeiros levou aproximadamente seis horas para controlar completamente as chamas.
O ex-funcionário foi preso no bairro Torquato Neto, na Zona Sul de Teresina. A Polícia Civil apontou indícios consistentes para o crime de incêndio, que prevê pena de 3 a 6 anos de prisão. A punição pode aumentar em um terço considerando que o local também funcionava como oficina, agravando a natureza do delito.
A defesa do ex-funcionário foi procurada para manifestação, mas ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso. As investigações continuam para apurar todos os detalhes do crime que causou prejuízos milionários e colocou em risco a segurança da comunidade local.



