Dono da página 'Choquei' permanece preso após audiência de custódia em Goiânia
Dono da 'Choquei' segue preso após audiência de custódia

Influenciador goiano segue preso após audiência de custódia na Polícia Federal

Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, criador e administrador da famosa página de fofocas 'Choquei', permanecerá preso após a realização de audiência de custódia na sede da Polícia Federal em Goiânia, nesta quinta-feira (16). O influenciador foi detido preventivamente durante uma operação que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e transações ilegais superiores a R$ 1,6 bilhão.

Defesa nega envolvimento e alega prestação de serviços publicitários

A defesa de Raphael Sousa Oliveira, representada pelo advogado Pedro Paulo Medeiros, nega veementemente o envolvimento do influenciador na organização criminosa. Em nota ao g1, a defesa afirmou que "seu vínculo com os fatos investigados decorre, exclusivamente, da prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, responsável pela comercialização de espaço de divulgação digital". Os advogados sustentam que os valores recebidos referem-se a serviços lícitos de publicidade e marketing, atividade exercida regularmente há anos.

Justiça aponta influenciador como operador de mídia da organização

De acordo com a decisão judicial que embasou a prisão de Raphael e outros investigados, à qual o g1 teve acesso, o influenciador goiano é identificado como "operador de mídia da organização, recebendo altos valores" dos seguintes investigados:

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  • MC Ryan SP: apontado como líder e beneficiário econômico da organização, utilizando empresas de produção musical e entretenimento para mesclar receitas legítimas com recursos de apostas ilegais e rifas digitais.
  • Tiago de Oliveira: considerado braço-direito de Ryan, atuava como procurador e gestor financeiro do esquema.
  • José Ricardo dos Santos: responsável operacional em atividades de marketing e circulação financeira para a organização criminosa.

Valores recebidos e transferências identificadas pela Polícia Federal

O advogado Frederico Medeiros, que também atua na defesa de Raphael, revelou ao g1 que o influenciador recebeu, entre 2024 e 2025, R$ 270 mil de MC Ryan SP. Além desse montante, a Polícia Federal identificou uma transferência de R$ 100 mil de uma pessoa que Raphael alega desconhecer. "O Raphael suspeita que seja um terceiro, que tenha pago algo em favor do MC Ryan", explicou o advogado.

Manifestações das defesas dos envolvidos

Defesa de Raphael Sousa Oliveira: "A defesa de Raphael Sousa Oliveira esclarece que seu vínculo com os fatos investigados decorre, exclusivamente, da prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, responsável pela comercialização de espaço de divulgação digital. Os valores por ele recebidos referem-se a serviços efetivamente prestados de publicidade e marketing, atividade lícita e regularmente exercida há anos. Raphael não integra organização criminosa, não participou de qualquer esquema ilícito e jamais exerceu função diversa da veiculação publicitária contratada. A defesa está adotando as medidas cabíveis e demonstrará, no momento oportuno, que sua atuação sempre se deu dentro dos limites da legalidade. Advogado Pedro Paulo de Medeiros".

Defesa de MC Ryan SP: "A defesa técnica de MC Ryan informa, de forma respeitosa, que até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos. Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável".

A operação da Polícia Federal continua em andamento, com investigações aprofundadas sobre as transações financeiras e a estrutura da organização criminosa. A situação de Raphael Sousa Oliveira permanece sob análise judicial, enquanto sua defesa prepara recursos para contestar a prisão preventiva.

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