Dois detentos morrem em menos de uma semana em presídio de Caucaia, no Ceará
Dois detentos morrem em presídio de Caucaia em uma semana

Dois detentos morrem em menos de uma semana em presídio de Caucaia, no Ceará

Em um intervalo de menos de sete dias, dois detentos foram encontrados mortos na Unidade Prisional Desembargador Francisco Adalberto de Oliveira Barros Leal, localizada em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, no estado do Ceará. Os casos, que ocorreram em datas próximas, estão sob investigação das autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias exatas dos óbitos.

Último caso registrado no sábado

O caso mais recente foi registrado na manhã deste sábado, dia 14, quando um interno foi encontrado sem vida dentro da unidade prisional. O corpo foi imediatamente recolhido pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce) para a realização de exames necroscópicos. Segundo informações preliminares divulgadas pela Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP), a vítima não apresentava sinais evidentes de violência externa.

Uma das hipóteses consideradas pelas autoridades é a ocorrência de um mal súbito, mas essa possibilidade ainda precisa ser confirmada através de laudos periciais científicos. "De qualquer forma, o corpo foi conduzido para a perícia para que tenha um laudo científico da causa mortis", afirmou a SAP em comunicado oficial.

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Primeira morte ocorreu no domingo anterior

O outro óbito aconteceu no domingo, dia 8, envolvendo o detento Antônio Ivan Vieira da Silva. Ele passou mal enquanto cumpria pena na mesma unidade prisional e, apesar dos esforços de socorro realizados por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), não resistiu e veio a falecer. "Apesar das tentativas de atendimento, a equipe médica constatou o óbito. A SAP informa que as circunstâncias da morte do interno estão sendo apuradas pelos órgãos competentes", explicou a secretaria.

Após a confirmação da morte de Antônio Ivan, outros internos iniciaram protestos dentro do presídio, o que levou à atuação do Grupo de Ações Penitenciárias (GAP) para conter a situação. A SAP caracterizou o episódio como um princípio de amotinamento, destacando que a morte foi utilizada como pretexto para provocar desordem em um dos pavilhões da unidade.

Investigações em andamento

Ambos os casos estão sendo minuciosamente investigados pela perícia forense e pelos órgãos responsáveis pela administração penitenciária no estado. As autoridades buscam determinar com precisão as causas das mortes, que até o momento não foram oficialmente confirmadas. A situação chama a atenção para as condições do sistema prisional na região e a necessidade de monitoramento contínuo da saúde e segurança dos detentos.

O presídio de Caucaia, que abriga um número significativo de internos, segue sob observação, enquanto as famílias das vítimas aguardam por esclarecimentos. A SAP reforçou seu compromisso com a transparência e a apuração rigorosa dos fatos, garantindo que todas as medidas necessárias sejam tomadas para evitar novos incidentes.

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