DNA confirma identidade de corretora gaúcha esquartejada em SC; corpo é liberado
DNA confirma identidade de corretora gaúcha esquartejada em SC

DNA confirma identidade de corretora gaúcha esquartejada em Santa Catarina

Após mais de um mês de investigações e análises laboratoriais, exames de DNA confirmaram definitivamente que o corpo encontrado em um córrego no município de Major Gercino, em Santa Catarina, pertence à corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas. A vítima, de 47 anos, foi brutalmente assassinada e esquartejada em Florianópolis, capital catarinense, em um crime que chocou a região e mobilizou as polícias de dois estados.

Liberação do corpo e sepultamento

Com a confirmação da identidade através dos exames genéticos, a Polícia Científica de Santa Catarina emitiu a Declaração de Óbito em Brusque, liberando os restos mortais para sepultamento. De acordo com informações da família, o velório será realizado neste sábado (18) em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, cidade onde Luciani foi criada após nascer em Alegrete.

"Essa semana terá o descanso eterno", publicou uma familiar da vítima nas redes sociais, enquanto o irmão Matheus Estivalet escreveu: "Enfim vamos poder sepultar nossa irmã, o que vai restar é a saudade e a luta pela justiça".

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Procedimentos técnicos e investigação

A Polícia Científica de Santa Catarina explicou que o tempo prolongado para a liberação do corpo se deveu à complexidade do caso. O corpo foi encontrado fragmentado, com diferentes partes sendo encaminhadas à perícia em momentos distintos. Os peritos priorizaram a reunião e análise conjunta de todos os fragmentos antes de proceder com os exames de DNA.

Segundo nota oficial da instituição, "os procedimentos técnicos adotados priorizaram a reunião e análise conjunta de todos os fragmentos" para garantir a precisão pericial e evitar a necessidade de múltiplos exames genéticos isolados. A abordagem também visou "resguardar a dignidade da vítima e de seus familiares, possibilitando a restituição do corpo da forma mais completa possível, evitando novas etapas de luto".

Três suspeitos presos e motivação do crime

A investigação já resultou na prisão de três pessoas suspeitas de envolvimento no latrocínio (roubo seguido de morte): um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Todos moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, um terreno com pequenos prédios de aproximadamente quatro apartamentos cada.

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelas investigações, a motivação do crime envolve o patrimônio da corretora. A polícia identificou compras feitas pelos investigados usando o nome da vítima no período após seu desaparecimento, incluindo itens como eletrônicos e artigos esporticos.

O corpo da corretora foi avistado por moradores no córrego em 9 de março, mas a polícia só foi acionada e retirou os restos mortais do local dois dias depois, em 11 de março. A dinâmica exata e a causa específica da morte ainda não foram totalmente divulgadas pelas autoridades.

Contexto familiar e histórico trágico

Luciani Aparecida Estivalet Freitas deixa os irmãos e a mãe. Seu pai morreu há duas décadas, também vítima de latrocínio aos 47 anos, criando um trágico paralelo familiar que aumenta a dor dos sobreviventes.

A Polícia Científica de Santa Catarina informou que amostras coletadas continuam em análise nos setores de Genética e Toxicologia, com o objetivo de verificar a possível presença de substâncias como drogas ou medicamentos. Esse processo complementar deve levar entre 20 e 40 dias para conclusão.

A instituição reafirmou seu compromisso com "a busca pela verdade, a promoção da justiça e a defesa da cidadania" neste caso que continua sob investigação ativa enquanto a família prepara-se para dar o último adeus à corretora gaúcha.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar