Detento morre após passar mal em presídio de Roraima; causa da morte não foi divulgada
O detento Plácido Gonçalves Silva faleceu neste domingo (19) na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), o maior presídio de Roraima, localizado na zona rural de Boa Vista. A morte foi confirmada pela Secretaria da Justiça e da Cidadania de Roraima (Sejuc), órgão responsável pela administração do sistema penitenciário estadual.
Atendimento médico e primeiros socorros
De acordo com informações oficiais da Sejuc, Plácido passou mal dentro da unidade prisional e recebeu primeiros socorros imediatamente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar assistência médica especializada, mas o detento não resistiu e veio a óbito. A causa exata da morte não foi informada pelas autoridades, gerando questionamentos sobre as circunstâncias do ocorrido.
Histórico de atendimentos de saúde
A secretaria estadual revelou que, durante o período em que esteve custodiado, o preso recebeu 35 atendimentos de saúde dentro do sistema penitenciário. Esse número significativo de consultas e procedimentos médicos levanta discussões sobre as condições de saúde dos detentos e a eficácia dos serviços oferecidos nas unidades prisionais de Roraima.
Medidas adotadas pelas autoridades
Em nota oficial, a Sejuc afirmou que "está adotando todas as medidas cabíveis" em relação ao caso. Entre as ações mencionadas estão:
- Comunicação às autoridades competentes para investigação do óbito
- Acolhimento e suporte à família do reeducando
- Procedimentos administrativos internos para apuração dos fatos
A pasta também reforçou seu compromisso com a transparência e com o cumprimento dos protocolos estabelecidos para situações dessa natureza, embora não tenha fornecido detalhes específicos sobre o andamento das investigações.
Contexto do sistema prisional
A Penitenciária Agrícola de Monte Cristo é considerada a maior unidade prisional de Roraima e tem histórico de desafios relacionados à superlotação e às condições de infraestrutura. Incidentes como este reacendem o debate sobre a saúde carcerária no estado e a necessidade de melhorias no sistema de atendimento médico oferecido aos presos.
Casos de óbitos em unidades prisionais costumam ser acompanhados de perto por órgãos de controle e direitos humanos, que monitoram as condições de custódia e o tratamento dispensado aos detentos no sistema penitenciário brasileiro.



