Polícia investiga causa da morte de dentista em Goiânia após desaparecimento
Dedicado à profissão e entusiasta do tênis, o dentista Natal do Nascimento Pinto Filho, de 55 anos, foi encontrado morto no telhado da clínica onde trabalhava, em Goiânia, após ficar mais de três dias desaparecido. Especialista em ortodontia com quase três décadas de atuação, ele era descrito por amigos como uma pessoa íntegra, alegre e comprometida com o trabalho.
Desaparecimento e descoberta do corpo
O corpo de Natal foi localizado na segunda-feira, 6 de maio, após familiares relatarem que ele havia sido visto pela última vez na quinta-feira, 2 de maio, sem responder a contatos. O sogro da vítima foi quem encontrou o corpo ao ir ao consultório e perceber um odor forte. O local estava energizado, exigindo a intervenção do Corpo de Bombeiros devido ao acesso difícil.
Segundo a Polícia Militar, a suspeita inicial é de que o dentista tenha subido na laje do estabelecimento durante um apagão e possivelmente sofrido uma descarga elétrica fatal. O caso foi registrado como morte acidental, mas a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para determinar a causa oficial da morte.
Vida pessoal e legado profissional
Natal era casado, não tinha filhos e mantinha uma rotina reservada, focada no trabalho durante a semana e em atividades sociais nos fins de semana. Ele frequentava o Clube Social Feminino, no Setor Sul, onde praticava tênis e cultivava amizades há cerca de 20 anos. Seu amigo e gerente comercial, Leonardo Soyer, o descreveu como "praticamente um irmão", destacando viagens conjuntas para campeonatos de tênis e visitas a Aruanã, onde Natal possuía uma casa.
Outro amigo, o médico otorrinolaringologista Edson Monteiro, relembrou o dentista como uma pessoa amigável, educada e tranquila, cuja morte causou impacto no grupo de cerca de 30 tenistas que se reuniam regularmente. Natal se formou em Goiânia após sair de Formosa, onde abriu seu consultório e construiu uma carreira respeitada.
Reações e comoção
O Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO) emitiu uma nota de pesar, solidarizando-se com familiares, amigos e colegas, e enaltecendo o legado de dedicação à saúde dos pacientes e à categoria odontológica. Nas redes sociais, ex-pacientes e funcionários expressaram tristeza, elogiando sua competência profissional e caráter.
O dentista foi sepultado na terça-feira, 7 de maio, no Cemitério Central, deixando um vazio na comunidade odontológica e entre seus entes queridos, que aguardam esclarecimentos sobre as circunstâncias de sua morte.



