Delegado processa Deolane Bezerra por danos morais após declarações nas redes sociais
Delegado processa Deolane Bezerra por danos morais

Delegado responsável por prisão de Deolane Bezerra entra com ação por danos morais

O delegado Paulo Gustavo Gondim, gestor da Diretoria Integrada Metropolitana da Polícia Civil de Pernambuco, entrou com uma ação judicial contra a influenciadora digital Deolane Bezerra. O processo, que tramita no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), busca uma indenização no valor de R$ 81 mil por danos morais, conforme informações oficiais do tribunal.

Base da ação judicial

De acordo com o TJPE, a ação tem como fundamento "supostas declarações ofensivas" feitas por Deolane Bezerra em suas redes sociais. Essas publicações ocorreram tanto durante as investigações quanto após a prisão preventiva da influenciadora, que aconteceu em setembro de 2024 no âmbito da Operação Integration. Esta operação policial visava combater uma organização criminosa suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

Andamento do processo e posicionamentos

O processo está em fase inicial e tramita na 17ª Vara Cível da Capital em Pernambuco. O delegado Paulo Gondim informou ao g1 que não iria se manifestar sobre o caso. A defesa de Deolane Bezerra também foi contatada para comentários, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Contexto do caso envolvendo Deolane Bezerra

A influenciadora foi presa no Recife em setembro de 2024 durante a Operação Integration, que também resultou na detenção de outras dez pessoas, incluindo sua mãe, Solange Bezerra. A prisão foi marcada por uma série de eventos públicos:

  • Após a detenção, Deolane divulgou uma carta pública afirmando estar sofrendo uma injustiça.
  • Quando liberada com tornozeleira eletrônica, ela concedeu entrevistas à imprensa e interagiu com fãs que se aglomeravam em frente ao presídio.
  • Em seguida, postou uma foto no Instagram com a boca coberta por uma fita contendo a inscrição de um "X".
  • Ainda em setembro de 2024, a prisão domiciliar concedida a ela foi revogada, levando-a de volta à prisão, desta vez em Buíque, no Agreste pernambucano.
  • Deolane finalmente deixou o presídio em 24 de setembro de 2024, após uma decisão do TJPE que beneficiou 18 investigados no caso.

Este processo por danos morais representa mais um capítulo nas complexas relações entre a influenciadora e as autoridades policiais, destacando os impactos legais de declarações feitas em plataformas digitais durante investigações criminais.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar