Corretora é morta e esquartejada em Florianópolis; três suspeitos presos por latrocínio
Corretora morta e esquartejada em Florianópolis; três presos

Corretora gaúcha é vítima de latrocínio brutal em Florianópolis

A corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi assassinada e esquartejada em Florianópolis, conforme revelou a Polícia Civil de Santa Catarina. Três indivíduos foram presos sob suspeita de envolvimento direto no crime, que está sendo investigado como latrocínio, caracterizado pelo roubo seguido de morte da vítima. O caso chocou a comunidade local e ganhou destaque nacional devido à violência extrema e aos detalhes macabros da investigação.

Desaparecimento e alertas familiares

Luciani foi registrada como desaparecida pela sua família na segunda-feira, dia 9 de março, após um período de silêncio incomum. Seus parentes ficaram alarmados quando perceberam que ela não atendia ligações e, principalmente, quando identificaram uma série de erros gramaticais grosseiros em mensagens enviadas pelo celular da corretora. Expressões como "pesso" e "precionando" levantaram suspeitas imediatas de que não era Luciani quem estava digitando.

Matheus Estivalet Freitas, irmão da vítima, destacou que Luciani mantinha contato diário com a família através de mensagens e ligações, apesar de morar sozinha na cidade. A ausência de parabéns para a mãe, cujo aniversário ocorreu em 6 de março, reforçou as preocupações. A última vez que Luciani foi vista com vida foi em 4 de março, segundo relatos familiares.

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Investigação policial e prisões

A Polícia Civil rapidamente iniciou uma investigação aprofundada, descobrindo que compras online foram realizadas utilizando o CPF de Luciani após seu desaparecimento. O monitoramento dos endereços de entrega levou os agentes a um conjunto residencial em Florianópolis, onde a corretora residia. Lá, abordaram um adolescente de 14 anos que buscava encomendas em nome da vítima, o que direcionou as buscas para os suspeitos.

Foram presas três pessoas: Ângela Maria Moro, de 47 anos, administradora do conjunto residencial, detida na quinta-feira, dia 12; Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, vizinho de porta da vítima; e Letícia Jardim, de 30 anos, namorada de Matheus, ambos presos na sexta-feira, dia 13, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ângela foi inicialmente acusada de receptação, mas a prisão temporária foi decretada por 30 dias devido a indícios de homicídio.

Detalhes chocantes do crime

Durante as buscas, a polícia encontrou em um apartamento do conjunto residencial malas com pertences de Luciani, além de itens comprados em seu nome, como arcos de balestra, controle de videogame e uma televisão. O carro da vítima, um HB20, foi localizado próximo a uma pousada e usado para transportar o corpo até um local de descarte, a mais de 100 quilômetros da capital.

Os restos mortais de Luciani foram esquartejados e divididos em cinco pacotes, jogados em um córrego sob uma ponte na área rural de Major Gercino, cidade com aproximadamente 3,2 mil habitantes. Até o momento, apenas o tronco da vítima foi recuperado pelas autoridades.

Motivação e histórico dos suspeitos

O delegado responsável pelo caso trata a investigação como latrocínio, mas ainda apura como a decisão de matar ocorreu e o papel de cada suspeito. O latrocínio é um crime grave, com pena que pode variar de 20 a 30 anos de prisão em regime fechado.

Matheus Vinícius Silveira Leite também é suspeito de outro homicídio, o de João Batista Vieira, de 65 anos, ocorrido em Laranjal Paulista (SP) em 2022. Imagens de segurança registraram o crime, e a polícia encontrou a blusa usada pelo suspeito no dia do crime em um rio local.

Contexto pessoal da vítima

Luciani era natural de Alegrete, no Rio Grande do Sul, e morava sozinha no bairro Santinho, região turística de Florianópolis. Além de corretora, ela atuava como administradora de imóveis e turismóloga, sendo descrita pelo irmão como sorridente, amante dos animais e com um jeito "lindo de ver a vida".

Meses antes do crime, Luciani expressou decepção com a administradora do conjunto residencial em uma mensagem ao irmão, dizendo: "Achei que a dona do residencial era minha amiga, mas ela me decepcionou". Matheus Estivalet Freitas relatou que a irmã confiava excessivamente nas pessoas, o que pode ter sido explorado pelos criminosos.

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A investigação continua, com a polícia coletando mais evidências e depoimentos para esclarecer todos os aspectos deste caso brutal que abalou a comunidade catarinense.