Réu é condenado a mais de 17 anos por matar segurança a tiros em Boa Vista
Condenação a 17 anos por homicídio de segurança em Boa Vista

Réu recebe pena superior a 17 anos por homicídio qualificado de segurança em Boa Vista

O réu Thiago Nascimento dos Santos, de 40 anos, foi condenado a uma pena de 17 anos, 10 meses e 10 dias de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado do segurança Augusto dos Santos Lima, de 43 anos. A decisão do júri popular foi proferida na tarde desta quarta-feira (25), no Fórum Criminal de Boa Vista, capital de Roraima.

Detalhes do crime e motivação considerada fútil

O crime ocorreu na madrugada do dia 28 de março de 2025, por volta das 3 horas, em um flutuante localizado na avenida Getúlio Vargas, no Centro de Boa Vista. Segundo as investigações e o processo judicial, Thiago Nascimento dos Santos se envolveu em uma confusão dentro da festa e foi retirado do local pelos seguranças. Após ser retirado, o acusado tentou retornar para a festa em duas ocasiões, sendo impedido nas duas vezes.

Com isso, ele iniciou uma discussão acalorada com os funcionários do estabelecimento, momento em que sacou uma arma de fogo e efetuou disparos contra Augusto dos Santos Lima, que trabalhava como chefe de segurança do flutuante. A vítima foi atingida com um tiro no lado esquerdo do tórax e precisou ser socorrida com urgência.

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Internação prolongada e óbito da vítima

Augusto dos Santos Lima, que além de segurança também era músico reconhecido na comunidade, foi internado no Hospital Geral de Roraima (HGR) imediatamente após o crime. Ele permaneceu hospitalizado por um mês e onze dias, lutando pela vida, mas não resistiu aos ferimentos e veio a falecer no dia 9 de maio de 2025.

O júri popular, após analisar todas as provas e depoimentos, entendeu que o homicídio foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima, configurando as qualificadoras do crime. A acusação foi sustentada de maneira firme pelo Ministério Público do Estado de Roraima, que apresentou elementos convincentes durante todo o processo.

Áudios reveladores e tentativa de fuga do acusado

Em áudios enviados para um amigo logo após cometer o crime, Thiago Nascimento dos Santos demonstrou clara consciência de seus atos. Ele pediu ajuda para não ser preso, se desculpou pelo ocorrido e admitiu que não sabia se a vítima estava viva ou não. "Eu fiz m*rda hoje, mas a bronca é grande. Caí no mundo e eu dei um tiro num cara ali, tá? Eu não sei se ele tá vivo ou não, sei lá", afirmou o réu nas gravações que foram utilizadas como prova no julgamento.

Thiago foi preso no dia 5 de abril de 2025 pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), quando tentava fugir de uma abordagem policial na BR-174. Sua prisão, inicialmente temporária, foi convertida para preventiva no dia 15 do mesmo mês, garantindo que ele permanecesse encarcerado durante todo o processo judicial.

Julgamento na 1ª Vara do Tribunal do Júri e ausência de manifestação da defesa

O julgamento ocorreu na 1ª Vara do Tribunal do Júri, instalada no Fórum Criminal de Boa Vista, com a presença de jurados que avaliaram cuidadosamente todos os aspectos do caso. O g1 Roraima solicitou uma nota oficial da defesa do acusado para incluir sua perspectiva na cobertura, mas não recebeu nenhuma resposta até o momento da última atualização desta reportagem.

A condenação representa um importante passo na busca por justiça para a família de Augusto dos Santos Lima, que perdeu não apenas um provedor, mas também um talentoso músico e membro querido da comunidade local. O caso chama a atenção para a violência urbana e a necessidade de medidas eficazes de segurança pública em eventos sociais.

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