Condenado por assassinato de agente é recapturado após romper tornozeleira no Acre
Condenado por matar agente é recapturado após romper tornozeleira

Condenado por assassinato de agente é recapturado após romper tornozeleira no Acre

Agnaldo de Freitas Soares, condenado pela morte do agente socioeducativo Vando Medeiros em outubro de 2016, foi recapturado pela polícia na última quarta-feira (18) após romper sua tornozeleira eletrônica no domingo (15). O rompimento ocorreu no bairro da Praia, em Tarauacá, no interior do Acre, desencadeando uma operação imediata das autoridades.

Busca intensiva na mata leva à captura

Conforme informações do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), os policiais iniciaram buscas assim que identificaram a violação do equipamento de monitoramento. O foragido foi localizado em uma área de mata próxima ao Rio Paraná do Ouro, na divisa dos municípios de Feijó, no Acre, e Envira, no Amazonas. A região é conhecida por rotas de difícil acesso, o que complicou a operação.

Agnaldo tentava escapar pela região do Rio Envira, utilizando trilhas na mata para evitar a captura. Após o rompimento da tornozeleira, a Justiça expediu um novo mandado de prisão, e ele passou a ser considerado foragido. A ação de recaptura contou com o trabalho de quatro policiais penais, que conseguiram encontrá-lo após uma busca minuciosa.

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Contexto do crime e condenação

O crime ocorreu em 2016, quando Vando Medeiros e sua esposa, Neirimar Lima, que havia sido recém-eleita vereadora, estavam em uma ação na zona rural de Tarauacá para agradecer pelos votos recebidos. Ao descer de um barco, o agente foi atacado com dois golpes de facão na cabeça, desferidos por Agnaldo. A polícia indicou que o parceiro de Agnaldo, Jesus da Silva Ferreira, incentivou e forneceu apoio moral para o crime, pois a morte do agente era de interesse de ambos.

Três dias após o assassinato, Agnaldo foi preso quando se preparava para fugir do local. Ele foi interrogado e mantido sob prisão preventiva. Posteriormente, foi condenado a 21 anos de prisão e estava cumprindo a pena em liberdade condicional antes de romper a tornozeleira eletrônica.

Retorno ao regime fechado e implicações legais

Com a recaptura, Agnaldo voltou a cumprir sua pena em regime fechado. O caso destacou os desafios do sistema de monitoramento eletrônico e a necessidade de vigilância constante em crimes graves. O Ministério Público do Acre (MP-AC) havia denunciado Agnaldo como autor material dos golpes, enquanto Jesus enfrenta processos separados por seu envolvimento.

Este incidente reforça a importância da cooperação entre agências policiais em regiões de fronteira, como a divisa entre Acre e Amazonas, para combater a fuga de criminosos condenados. A recaptura serve como um alerta sobre os riscos associados a regimes de liberdade condicional em casos de violência extrema.

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