Homem é condenado por divulgar boato sobre paternidade antes do DNA em Inhapim
Condenado por espalhar boato de paternidade antes do DNA em MG

Homem é condenado por divulgar boato sobre paternidade antes do exame de DNA em Inhapim

A Justiça de Minas Gerais manteve a condenação de um homem que contou para moradores de Inhapim, no Leste de Minas, que teria descoberto seu pai biológico antes do resultado oficial do exame de DNA. A decisão foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta quarta-feira (25).

Segundo o órgão, a divulgação antecipada do resultado causou constrangimento ao homem apontado como suposto pai, que entrou com a ação judicial. O processo detalha que o réu comentou com vizinhos e pessoas da comunidade sobre a possível paternidade, mesmo sem ter o exame concluído.

Impacto na vida do suposto pai

O autor da ação afirmou que a situação virou assunto público e afetou sua vida familiar e sua imagem na comunidade. Testemunhas ouvidas no processo confirmaram que a história se espalhou pela cidade por iniciativa do réu, gerando um ambiente de fofocas e especulações.

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O tribunal enfatizou que o direito de investigar paternidade existe, mas deve ser exercido com cuidado e sigilo, pois envolve a privacidade e a dignidade de outras pessoas.

Recurso negado e penalidades mantidas

Na defesa, o homem condenado tentou anular a decisão, alegando que não havia provas de que teria divulgado a informação e que apenas buscava sua origem biológica. No entanto, a 17ª Câmara Cível manteve a indenização de R$ 10 mil por danos morais e uma multa de 2% sobre o valor da causa.

A Justiça afirmou que ele divulgou o caso de forma precipitada e ainda tentou responsabilizar o autor pela repercussão negativa. O processo agora segue para cumprimento da decisão, reforçando a importância do respeito à privacidade em questões sensíveis como a paternidade.

Este caso serve como alerta para a sociedade sobre os riscos de espalhar informações não confirmadas, especialmente em assuntos que podem causar danos emocionais e sociais irreparáveis. A legislação brasileira protege os direitos à honra e à imagem, e violações podem resultar em penalidades severas, como demonstrado nesta condenação em Inhapim.

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