Condenação no Tribunal do Júri do Guará
O Tribunal do Júri do Guará condenou João Paulo Teixeira a 29 anos, 11 meses e 23 dias de prisão em regime fechado pelo assassinato de Thalita Marques Berquó Ramos, nesta quinta-feira (14). A decisão foi anunciada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), que o considerou culpado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores.
Além do réu, dois adolescentes também respondem por ato infracional análogo a homicídio. Segundo o TJDFT, os jurados acolheram as três qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público: motivo fútil, uso de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Relembre o caso
Partes do corpo de Thalita Marques Berquó Ramos, de 36 anos, foram encontradas em janeiro deste ano. A cabeça da vítima foi localizada no dia 14, na estação de tratamento de esgoto da Caesb, na Asa Sul, por um funcionário terceirizado que fazia a limpeza do gradeamento. No dia seguinte, as pernas também foram encontradas no mesmo local. Já o tronco foi posteriormente localizado em uma área de mata no Guará.
As investigações da Polícia Civil apontaram um adulto e dois adolescentes suspeitos do crime. Um jovem de 15 anos foi apreendido, enquanto outro, de 17, chegou a ser considerado foragido. Um homem de 36 anos, João Paulo Teixeira, também foi preso. Segundo a polícia, o crime teria sido motivado por uma discussão envolvendo a qualidade de drogas vendidas pelos suspeitos.
De acordo com o delegado Antonio Dimitrov, a vítima esteve com eles na véspera e teria ocorrido um desentendimento. As apurações indicam que Thalita foi morta com pedradas no rosto antes de ter o corpo esquartejado. O laudo pericial confirmou que a causa da morte foi traumatismo crânio-encefálico decorrente de ação contundente.
A identidade da vítima foi confirmada em 13 de fevereiro, após exames antropológicos e genéticos. Posteriormente, as partes do corpo foram cremadas a pedido da família.



