Condenado a 21 anos por assassinato de personal trainer em academia de Caicó
Condenado a 21 anos por assassinato em academia de Caicó

Condenação por assassinato em academia de Caicó atinge 21 anos de prisão

O Tribunal do Júri de Caicó, na região Seridó potiguar, condenou Francisco Gabriel Leite Régis a 21 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do personal trainer Whadson Whonan Silva de Araújo, de 34 anos. O crime ocorreu dentro da academia Gym Healthy Life, no bairro Barra Nova, na madrugada do dia 29 de abril de 2024, por volta das 4h50.

Veredicto e recurso da defesa

A sentença foi proferida nesta quarta-feira (15) pelo juiz Isaac Costa Soares de Lima, da 3ª Vara da Comarca de Caicó, após a maioria dos jurados votar pela condenação. Francisco Gabriel foi considerado culpado por homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima.

A defesa do réu informou que recorreu da decisão. Em nota, os advogados Ariolan Fernandes e Luísa Eanes afirmaram: "A defesa discorda veementemente do veredito, pois entende que ele não se alinha à verdade dos fatos e às provas apresentadas. Diante de nossa total insatisfação com a decisão proferida, a defesa já interpôs o competente recurso de apelação junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, buscando a reforma dessa sentença".

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Detalhes do crime e motivação

Segundo o processo, Francisco Gabriel disparou uma arma de fogo sete vezes contra Whadson. A investigação apontou que o assassinato teria sido motivado por ciúmes e possessividade relacionados à ex-companheira do condenado. O magistrado destacou na decisão que a vítima exercia um papel de apoio a uma mulher em situação de vulnerabilidade.

Na ocasião da prisão de Francisco, dias após o crime, a polícia informou que Whadson incentivava a mulher a denunciar agressões cometidas pelo réu. A quantidade de tiros foi considerada como circunstância agravante na fixação da pena.

Antecedentes e cumprimento da pena

Na sentença, o juiz ainda apontou que o réu já havia sido condenado anteriormente pelo crime de roubo. O magistrado negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade. Francisco Gabriel já estava preso preventivamente desde junho de 2024 e seguirá custodiado para o cumprimento da pena.

O caso chama atenção pela violência do crime em um ambiente público e pela rápida atuação da Justiça, que resultou em uma condenação significativa em menos de um ano após o ocorrido. A comunidade de Caicó acompanha com expectativa o desfecho dos recursos judiciais.

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