Casal é condenado por matar jovem e transportar corpo em mala em Juiz de Fora
Herick Dornelas e Renata Alexandre Santana foram condenados a 8 e 9 anos de prisão, respectivamente, pela morte da jovem Brunna Letycia Vicente Alves de Souza Leonel. A sentença foi publicada após dois dias de julgamento, finalizado na noite de sexta-feira, em Juiz de Fora.
Eles responderam pelos crimes de homicídio qualificado, por motivo torpe, e ocultação de cadáver. O crime aconteceu em janeiro de 2024, no apartamento do casal, no bairro Previdenciários. De lá, a vítima foi carregada dentro de uma mala e carbonizada no bairro Milho Branco.
Detalhes do julgamento e investigação
Sete jurados participaram do júri popular. No primeiro dia, foram ouvidas testemunhas, entre elas o porteiro e o síndico do prédio onde o crime aconteceu. Já na sexta-feira, após os debates entre acusação e defesa, a sentença foi deferida.
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Renata está desde 5 de janeiro de 2024 na Penitenciária José Edson Cavalieri, em Juiz de Fora. Já Herick está no Ceresp de Juiz de Fora desde 14 de agosto do mesmo ano. Os dois vão cumprir a pena em regime fechado.
O julgamento tinha sido marcado para novembro do ano passado, mas foi adiado depois que Renata Alexandre apresentou suspeita de tuberculose.
Como o crime foi cometido
Segundo as investigações da Polícia Civil, a vítima teria sido morta após uma crise de ciúmes. Câmeras de monitoramento do prédio flagraram os dois saindo do apartamento com o corpo da vítima dentro da mala. No vídeo, é possível ver Herick carregando a mala com o corpo de Brunna dentro e um cobertor por cima.
Renata acompanhou o companheiro, chamou o elevador e também o carro por aplicativo, que os levaram até o bairro Milho Branco.
Em depoimento, Renata contou que teve um relacionamento íntimo com Brunna em 2023. No dia 2 de janeiro de 2024, chamou a jovem para beber em casa com ela e o marido. Por ciúmes um do outro, o casal começou a discutir.
A vítima chegou a ligar para amigos irem buscá-la durante a confusão, mas Erick tomou o celular dela e a esganou.
Defesa tentou alegar insanidade mental
Durante o processo, a defesa de Renata apresentou pedido de reconhecimento de insanidade mental, sob a alegação de que ela tem transtornos psiquiátricos. Contudo, tal condição não foi comprovada pela perícia técnica.
Os detalhes macabros do caso incluem:
- O corpo da vítima foi enrolado em um cobertor antes de ser colocado na mala
- O casal confessou o crime durante as investigações
- A motivação foi ciúmes entre os três envolvidos
- O transporte do corpo foi flagrado por câmeras de segurança
Este caso chocou a cidade de Juiz de Fora e chamou atenção nacional pela brutalidade do crime e pelo método utilizado para transportar o corpo da vítima.



