O biólogo suspeito de criar ilegalmente uma píton que foi filmada passeando por uma rua em Aruanã, noroeste de Goiás, mantinha outras serpentes em sua residência, conforme informou a Polícia Civil. O tutor reside em Anápolis, no centro do estado, onde foram encontrados animais das espécies cobra-rato, cobra-rei-da-Califórnia e cobra-do-milho. Todas são consideradas exóticas e não pertencem à fauna brasileira, explicou o biólogo Edson Abrão Hassan, especialista em ofiologia.
Descoberta das serpentes
De acordo com reportagem da TV Anhanguera, o criador se identificou como biólogo e afirmou ter recebido a píton como presente há sete anos. O delegado Luziano de Carvalho informou que o tutor apresentou documentos relacionados aos animais, mas eles não são considerados válidos. O nome do criador não foi divulgado, e o g1 não conseguiu contato com sua defesa.
Registro da fuga
No vídeo registrado em Aruanã, a píton aparece rastejando e subindo em uma parede. O Corpo de Bombeiros foi acionado para capturar o animal. “Precisa de um parecer técnico do Ibama e licença de um órgão ambiental competente para a criação em cativeiro. Ele apresentou um documento do município de Anápolis, que não é válido. O animal estava irregular no Brasil, caracterizando crime ambiental previsto no artigo 31 da Lei 9.605”, disse o delegado.
Características das serpentes apreendidas
Cobra-do-milho
A cobra-do-milho é uma serpente dócil, nativa dos Estados Unidos, que vive em milharais. É considerada mansa e raramente pica pessoas. Para ser criada no Brasil, necessita de autorização do Ibama. Pode atingir até 1,20 metro e é popular como animal de estimação.
Cobra-rato ou cobra-rateira
Essa serpente é encontrada na Europa, especialmente na Península Ibérica. Alimenta-se de camundongos e possui pequena peçonha nos dentes traseiros, inofensiva para humanos, mas picadas podem causar infecções bacterianas.
Cobra-rei-da-Califórnia
Não peçonhenta, ocorre no norte dos Estados Unidos e México. Pode chegar a 2 metros e se alimenta de anfíbios, rãs, sapos e peixes. Todas as serpentes matam por constrição, enrolando o corpo ao redor da presa.



