Duplo homicídio em Teresina: audiência de ex-guarda municipal é adiada após atestado médico
Audiência de ex-guarda por duplo homicídio em Teresina é adiada

Duplo homicídio em Teresina: audiência de ex-guarda municipal é adiada após atestado médico

A audiência de instrução e julgamento de Francisco Fernando de Oliveira Castro, ex-guarda civil municipal investigado pelo duplo homicídio da comandante da Guarda Civil Municipal (GCM) de Parnaíba, Penélope Brito, e do vereador Thiciano Ribeiro (PL), foi adiada. As sessões, inicialmente agendadas para esta sexta-feira (13) e para a próxima terça-feira (17), foram remarcadas para os dias 27 de março e 7 de abril.

Motivo do adiamento

Segundo o advogado Cláudio Coutinho, assistente de acusação, o adiamento ocorreu após Marcos Vinícius Brito Araújo, advogado do réu, juntar ao processo um atestado médico de 15 dias para a realização de uma cirurgia oftalmológica. O procedimento foi realizado na quinta-feira (12).

"Inicialmente, o advogado do Fernando pediu o adiamento, mas a juíza negou. Quando foi ontem na parte da tarde, ele juntou no processo um atestado médico e o juiz não pode contraditar um atestado. Hoje, ao início da audiência, a juíza adiou. Ele apresentou o atestado dizendo que tinha sido operado de catarata em um dos olhos", detalhou Cláudio Coutinho.

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O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) informou que a decisão de adiamento ainda não foi inserida formalmente no processo.

Contexto do crime

Francisco Fernando de Oliveira Castro, de 38 anos, foi expulso da Guarda Civil Municipal de Parnaíba em janeiro de 2026, cinco meses após o crime, e segue preso. O duplo homicídio ocorreu no dia 27 de agosto de 2025, no Centro de Teresina.

Penélope Brito era ex-esposa do investigado. Ela e o vereador Thiciano Ribeiro, que moravam em Parnaíba, foram assassinados a tiros. Um vídeo registrou o momento do crime, mostrando as vítimas sendo baleadas.

Durante o incidente, o taxista Paulo Pereira, que estava próximo ao local, foi ferido por estilhaços de vidro do próprio carro, atingido por um disparo.

Investigação e motivação

O guarda civil Francisco Castro foi preso na capital horas após o crime e autuado em flagrante. Em sua posse, foram apreendidas sete armas e centenas de munições pela Polícia Civil no mesmo dia.

Segundo a delegada responsável pelo caso, o guarda agiu com extrema violência e premeditação. A investigação apontou que ele teria descoberto que Penélope e Thiciano estavam em Teresina após o vereador divulgar compromissos na capital em redes sociais.

A Polícia Civil concluiu, com base em depoimentos de familiares e amigos das vítimas e laudos periciais, que Francisco não aceitava o fim do relacionamento com Penélope e apresentava comportamento controlador e agressivo.

Quem eram as vítimas

  • Thiciano Ribeiro da Cruz, 41 anos, era o primeiro suplente do Partido Liberal (PL) em Parnaíba e assumiu o cargo de vereador em 12 de maio. Advogado de formação, havia sido secretário de transportes do município antes de ingressar na Câmara.
  • Penélope Miranda de Brito era comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba e atuou recentemente como secretária interina da Secretaria de Transporte, Trânsito e da Articulação com as Forças de Segurança. Ela deixa um filho de 5 anos, fruto da relação com o ex-marido.

Francisco Fernando de Oliveira Castro foi indiciado por feminicídio, homicídio e tentativa de homicídio em relação ao taxista ferido. O caso continua sob acompanhamento da Justiça, com a nova data de audiência marcada para o final de março.

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