Ataque a tiros em bar de Nova Iguaçu mata seis pessoas, incluindo filho de jornalista
Ataque em bar de Nova Iguaçu deixa seis mortos; polícia investiga milícia

Ataque a tiros em bar de Nova Iguaçu deixa seis mortos; polícia investiga guerra entre milícias

Um ataque a tiros em um bar de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, resultou na morte de seis pessoas na noite de domingo (8). O crime ocorreu no Boteco do Mi, localizado no bairro Cerâmica, e está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Segundo informações da Polícia Militar, homens encapuzados, que estavam dentro de um carro, dispararam contra os frequentadores do estabelecimento, causando pânico e tragédia.

Vítimas incluem figuras conhecidas da região

Entre os mortos estão indivíduos com perfis que chamam a atenção das autoridades. As vítimas foram identificadas como:

  • Júlio César Ornelas, 53 anos, filho do proprietário do Jornal Hora H de Nova Iguaçu. Ornelas tinha histórico judicial, tendo sido absolvido em 2020 por um homicídio ocorrido em 2017.
  • Fagner Ribeiro de Paiva, 43 anos, dono de pontos de van que fazem o trajeto Rio-Baixada Fluminense, apontado pela polícia como possível alvo do ataque. Ele já havia sido preso por porte ilegal de arma e por não pagamento de pensão alimentícia.
  • Ramon Nunes Toledo, 21 anos.
  • Lucas Omena Oliveira, 21 anos, proprietário de um salão de festas em Nova Iguaçu. Sua namorada relatou que ele não tinha inimigos, mas esteve envolvido em uma briga generalizada no mês anterior.
  • Flávio Alves de Lemos, 58 anos.
  • Ana Cristina dos Santos, 57 anos, que estava em um local próximo ao bar quando foi atingida por disparos. Ela foi socorrida e levada ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu aos ferimentos.

Uma amiga que acompanhava Ana Cristina também foi baleada, recebeu atendimento médico e já teve alta, segundo relatos.

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Investigação aponta para possível guerra entre milícias

A DHBF está investigando se o crime foi motivado por uma guerra entre milícias na região da Baixada Fluminense. A hipótese ganha força devido ao perfil de algumas vítimas, especialmente Fagner, que tinha envolvimento com o transporte de vans, setor frequentemente controlado por grupos criminosos. No carro de Fagner, a polícia encontrou uma balaclava preta, e ele estava com um coldre no momento da morte, embora nenhuma arma tenha sido localizada.

Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil reforçam a teoria de que o ataque pode ter sido direcionado, com Fagner sendo o alvo principal. A presença de Júlio César Ornelas, ligado a um meio de comunicação local, também levanta questões sobre possíveis motivações relacionadas a conflitos de poder ou disputas territoriais.

Contexto de violência na Baixada Fluminense

Este episódio reflete a violência crônica que assola a Baixada Fluminense, onde crimes organizados, incluindo milícias, frequentemente resultam em ataques brutais contra civis. A região tem registrado casos semelhantes no passado, com disputas por controle de áreas e serviços, como transporte e comércio, levando a confrontos sangrentos.

A polícia continua as investigações para identificar os responsáveis pelo ataque e esclarecer as motivações exatas. Enquanto isso, a comunidade de Nova Iguaçu lamenta mais uma tragédia que evidencia os desafios de segurança pública na área.

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