Assalto a Banco do Brasil em Bauru completa um ano sem prisões; criminosos levaram R$ 473 mil
Um assalto ousado que resultou no roubo de quase meio milhão de reais de uma agência do Banco do Brasil, localizada no Núcleo Habitacional Mary Dota em Bauru, no interior de São Paulo, completou exatamente um ano nesta semana sem que nenhum suspeito tenha sido preso ou sequer identificado pelas autoridades policiais. O crime, ocorrido em 6 de abril de 2025, permanece um mistério, com investigações em andamento, mas sem avanços significativos na elucidação do caso.
Detalhes da ação criminosa
Os assaltantes, que agiram com precisão e planejamento, adentraram a agência bancária pelo telhado, utilizando uma corda, por volta das 16h30. A ação, que durou aproximadamente 15 minutos, foi capturada por câmeras de segurança instaladas no corredor da cozinha do estabelecimento. Durante o roubo, seis funcionários foram rendidos pelos criminosos, sendo que parte deles foi trancada no cofre da agência. Felizmente, apesar do susto e da tensão do momento, nenhum dos empregados ficou ferido durante o episódio.
Enquanto três indivíduos acessavam o dinheiro, um quarto integrante do grupo permaneceu no telhado para fornecer suporte logístico. Após concluírem o roubo, todos os criminosos fugiram pelo mesmo local de entrada, às 16h54, deixando para trás um rastro limitado de evidências. Os ladrões conseguiram subtrair R$ 473 mil de um cofre que, coincidentemente, já estava aberto para o recolhimento dos valores do dia, facilitando a ação.
Fuga meticulosa e investigações em curso
Na fuga, os assaltantes utilizaram inicialmente um carro, que posteriormente foi encontrado incendiado em uma área de mata próxima à agência bancária. Em seguida, o grupo embarcou em outro veículo, que até o momento não foi identificado pelas autoridades policiais. A Polícia Civil acredita que os criminosos seguiram em direção à Rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), mas as pistas concretas são escassas.
As investigações apontam que a ação foi praticada por uma quadrilha especializada, com um modo de atuação semelhante ao de crimes registrados em outras cidades do estado de São Paulo e também na capital. Uma funcionária da limpeza, que foi amarrada e amordaçada em um banheiro durante o assalto, relatou à imprensa local que só percebeu a presença dos criminosos quando eles já estavam no segundo andar da agência. Segundo seu depoimento, os assaltantes usavam capuzes pretos e luvas, itens que dificultam a identificação.
Um gorro, que a polícia acredita pertencer a um dos suspeitos, foi encontrado no estacionamento de um conjunto velatório localizado ao lado da agência. O objeto foi apreendido e o local passou por perícia, mas até agora não levou a descobertas conclusivas. O Banco do Brasil, por sua vez, afirmou que continua colaborando e acompanhando de perto as investigações em curso conduzidas pelas autoridades policiais, mas o caso segue sem solução.
Impacto e reflexões sobre o crime
O assalto, que chocou a comunidade de Bauru, evidencia os desafios enfrentados pelas forças de segurança no combate a crimes complexos e organizados. A falta de prisões ou identificações após um ano do ocorrido levanta questões sobre a eficácia das investigações e a necessidade de reforçar as medidas de segurança em instituições financeiras. Enquanto isso, os moradores da região aguardam respostas, esperando que a justiça seja feita e os responsáveis sejam levados à barra dos tribunais.



