Arquiteta e empresário presos por golpe milionário em obras de alto padrão em Chapecó
Arquiteta e empresário presos por golpe de R$ 14 milhões em SC

Arquiteta e empresário presos por estelionato que gerou R$ 14 milhões em prejuízos em Chapecó

Um empresário e uma arquiteta foram presos preventivamente na quarta-feira (8) em São Borja, no Rio Grande do Sul, suspeitos de aplicar golpes que causaram prejuízos de aproximadamente R$ 14 milhões a clientes de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. A dupla é acusada de abrir uma empresa de construção de casas de alto padrão e não entregar as obras, mesmo após receberem os pagamentos completos dos empreendimentos.

Detenção e apreensões

As autoridades catarinenses efetuaram a prisão dos dois indivíduos por crimes de estelionato e lavagem de capitais. Durante a operação, a polícia apreendeu R$ 21,5 mil em dinheiro, 18 cartões de crédito, dois celulares e um computador. Em seus depoimentos, os suspeitos optaram por permanecer em silêncio, não fornecendo declarações. Com a detenção, a expectativa da polícia é finalizar o inquérito em até 10 dias, acelerando o processo legal.

Modus operandi do golpe

Segundo a Polícia Civil, o empresário, natural de São Borja, e a arquiteta, de Chapecó, estabeleceram uma empresa de engenharia e arquitetura em Chapecó no ano de 2023. Eles começaram a prestar serviços de construção civil, com pagamentos que variavam entre R$ 350 mil e R$ 2,4 milhões por projeto. Os investigados executavam diversas obras simultaneamente na cidade, captando valores de múltiplos clientes ao mesmo tempo.

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Para manter a aparência de legitimidade, eles adquiriam materiais de construção no comércio local, prometendo pagamentos posteriores. No entanto, quando chegava o prazo final para a entrega das construções, os clientes recebiam menos de 15% da obra concluída. Além disso, no final de 2025, a dupla fugiu para o estado gaúcho, onde abriu uma nova empresa, possivelmente para continuar suas atividades fraudulentas.

Impacto e investigações

O golpe não apenas causou prejuízos financeiros significativos, mas também abalou a confiança dos moradores de Chapecó em serviços de construção de alto padrão. As autoridades destacam que a prisão preventiva visa evitar que os suspeitos cometam novos crimes ou fujam da justiça. A investigação continua para identificar possíveis cúmplices e recuperar parte dos valores desviados, com foco na lavagem de capitais que pode ter envolvido transações complexas.

Este caso serve como um alerta para consumidores que contratam serviços de construção, enfatizando a importância de verificar a reputação das empresas e acompanhar de perto o andamento das obras. A polícia reforça que está atenta a esquemas similares e incentiva denúncias para combater fraudes no setor imobiliário.

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