Apreendidos celulares de adolescentes suspeitos de estupro coletivo em Alcântara
Apreendidos celulares de suspeitos de estupro coletivo

A Polícia Civil do Maranhão apreendeu os celulares dos adolescentes suspeitos de envolvimento em um estupro coletivo ocorrido dentro de uma escola estadual em Alcântara, cidade localizada a 30 km de São Luís. Os aparelhos serão submetidos a perícia para auxiliar nas investigações, que buscam esclarecer todos os detalhes do crime.

Adolescentes são apreendidos

Três dos quatro adolescentes investigados foram apreendidos nesta terça-feira (28), após a Justiça aceitar o pedido de internação provisória feito pela Polícia Civil. O crime aconteceu no dia 13 de abril, mas só foi denunciado à polícia quatro dias depois, por meio de uma denúncia anônima. A escola não comunicou o caso às autoridades nem acionou o Conselho Tutelar, conforme informou a Delegacia de Alcântara.

Investigação em andamento

A Polícia Civil ouviu a vítima, testemunhas, gestores e professores da escola, além dos próprios suspeitos. Imagens de câmeras de segurança foram analisadas e contribuíram para esclarecer o crime. Os celulares apreendidos passarão por perícia para aprofundar as investigações. Os adolescentes apreendidos foram encaminhados a unidades de órgãos competentes, onde permanecem à disposição da Justiça. Eles já haviam sido suspensos das atividades escolares.

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O crime

De acordo com o boletim de ocorrência, a estudante de 17 anos foi abordada por quatro colegas. Um deles ofereceu R$ 100 para que ela tivesse relações sexuais com outro estudante. Ao recusar, foi ameaçada de denúncia ao diretor por uso de celular na escola, prática proibida. A vítima foi levada a uma sala, onde um dos adolescentes cometeu o estupro, enquanto outro filmava a ação com o celular e os dois restantes seguravam a porta do lado de fora.

Reação da escola e da família

A irmã da vítima, que preferiu não se identificar, criticou a direção do Centro Educa Mais Aquiles Batista Vieira por negligência. “Creio que, se dependesse da diretoria, a gente não teria descoberto. Minha irmã é menor de idade e tem problemas”, afirmou. A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que acompanha o caso e apura a denúncia. O Ministério Público do Estado também acompanha as investigações.

A vítima realizou exame de corpo de delito no dia 22 de abril, cujo laudo deve ajudar a esclarecer a participação de cada suspeito. As investigações seguem em andamento para responsabilizar todos os envolvidos.

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