Americano é investigado por perseguição e importunação sexual contra vizinha em Contagem
Americano investigado por perseguição sexual em Contagem

Americano é investigado por perseguição e importunação sexual contra vizinha em Contagem

A Polícia Civil de Minas Gerais está conduzindo uma investigação séria envolvendo um cidadão norte-americano de 23 anos, identificado como Colby Thomas Giles, por suspeita de perseguição e importunação sexual contra uma vizinha no município de Contagem, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com relatos da Polícia Militar, a vítima, uma mulher de 31 anos, tem denunciado que há aproximadamente três meses vem sendo perseguida e ameaçada pelo estrangeiro dentro do condomínio onde ambos residem, situado no bairro Linda Vista.

Detalhes das acusações e incidentes relatados

Segundo o depoimento da mulher, o suspeito e sua companheira, cuja idade não foi divulgada, começaram a questionar sua presença no local e a proferir ameaças diretas. Em um episódio particularmente grave, a vítima afirmou ter sido xingada pelo americano, que teria exibido seu órgão genital de forma deliberada, caracterizando um ato de importunação sexual. Além disso, em 12 de março, após um desentendimento no prédio, o homem, que estava seminu, seguiu a vítima até o posto de combustíveis onde ela trabalha, levando-a a acionar a polícia imediatamente.

Quando os militares chegaram ao local, o suspeito e sua companheira já haviam deixado o estabelecimento e retornado ao condomínio. Testemunhas presentes confirmaram aos policiais que o americano efetivamente seguiu a vítima e fugiu assim que a Polícia Militar foi notificada. No boletim de ocorrência, consta que a vítima conduziu os militares até o prédio onde mora, e ao chegarem, encontraram colchões sujos de urina na porta de seu apartamento, com suspeitas de que Colby Thomas tenha sido o responsável por colocar os itens no local.

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Abordagem policial e prisão em flagrante

Os policiais tentaram fazer com que o homem e sua companheira abrissem a porta do imóvel, mas ambos se recusaram, obrigando os agentes a arrombarem a entrada. Dentro do apartamento, ao ser questionado sobre as denúncias, o suspeito se recusou a responder em português, apesar de conversar normalmente no idioma com a companheira. Quando solicitado a se identificar, ele também se negou, e a mulher informou que seu passaporte havia sido roubado, dificultando a identificação formal.

Com base nas evidências e relatos, a Polícia Militar efetuou a prisão em flagrante de Colby Thomas Giles pelos crimes de perseguição, importunação sexual e perturbação do sossego. Ele foi conduzido à delegacia de plantão de Contagem, onde ficou detido inicialmente, mas foi solto no dia seguinte por determinação judicial, conforme análise detalhada do caso.

Decisão judicial e medidas cautelares

Após a prisão, o Ministério Público solicitou que o suspeito respondesse ao processo em liberdade. O juiz Arthur Bernardes Lopes, ao analisar o pedido, concedeu a soltura, mas impôs medidas cautelares rigorosas, incluindo a obrigação de comparecer a todos os atos processuais e manter o endereço atualizado junto à Justiça, sob pena de nova prisão em caso de descumprimento. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) confirmou que o homem deixou o Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, em 13 de março, após receber alvará de soltura.

O magistrado também determinou que o caso seja informado ao Consulado Geral dos Estados Unidos, bem como ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal, para eventuais providências relacionadas à situação migratória e registro de atividades criminosas em território nacional. Até o momento, o Itamaraty não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido.

Posição da defesa e investigações em andamento

O advogado que representa Colby Thomas Giles, Otaviano Medeiros Rocha, afirmou que seu cliente não possui histórico criminal e está cumprindo integralmente todas as condições impostas pelo Poder Judiciário, permanecendo à disposição da Justiça brasileira. A defesa nega veementemente que tenha havido nudez deliberada de cunho sexual ou perseguição, alegando que o casal vivia em situação de extrema precariedade, o que justificaria o uso de roupas artesanais. Esses argumentos serão apresentados nos autos do processo no momento oportuno.

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A Polícia Civil reiterou que a investigação está em andamento na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Contagem, onde diligências estão sendo realizadas para apurar todas as circunstâncias dos fatos e elucidar completamente o crime. As autoridades continuam a coletar provas e depoimentos para garantir uma resolução justa e adequada do caso.