Advogada é acusada de perseguir vítima de furto para favorecer cliente em Franca, SP
A advogada Victória Roberta de Oliveira está no centro de uma polêmica em Franca, no interior de São Paulo, após ser acusada de perseguir uma vítima de tentativa de furto para favorecer um cliente. Denis Cury Vilela, que sofreu a invasão de sua residência em novembro de 2025, conseguiu na Justiça uma medida protetiva contra a profissional, alegando ameaças contra ele e sua família durante o processo criminal. A advogada, no entanto, nega veementemente todas as acusações.
Detalhes da tentativa de furto e prisões
O caso começou com uma tentativa de furto de armas no bairro City Petrópolis, em Franca. Quatro criminosos invadiram a casa de Vilela, que possui o certificado de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e tem armas regularizadas. Eles foram flagrados por câmeras de segurança, houve troca de tiros, e os invasores fugiram pulando o muro. Três deles acabaram presos, incluindo Rholgar Chrystian Nunes, que passou a ser defendido por Victória Roberta de Oliveira.
Acusações de intimidação e perseguição
Denis Vilela relatou à Justiça que, após a advogada assumir a defesa, ela começou a agir para intimidá-lo. Em uma audiência, ele descreveu uma perseguição: enquanto estava a caminho do trabalho, Victória, acompanhada por quatro pessoas, o abordou e pediu que alterasse sua versão dos fatos para beneficiar os criminosos. Outros episódios incluem tiros disparados na porta de sua casa por ocupantes de uma caminhonete e, em janeiro deste ano, um bloqueio de seu carro pela advogada e dois homens, com um deles fazendo menção de estar armado.
O Ministério Público considerou os fatos extremamente graves, o que levou à concessão da medida protetiva. Vilela enfatiza que as ações visavam coagir sua cooperação no processo.
Defesa da advogada e posição da OAB
Victória Roberta de Oliveira nega qualquer envolvimento nos incidentes. Em declaração, ela afirmou: "Nunca cheguei a procurar o Denis. Todas essas alegações são infundadas e não condizem com meu caráter ou atuação como advogada, que se limita ao processo criminal." Ela também revelou que deixou a defesa de Rholgar em fevereiro e não comentou sobre sua eventual participação no crime.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Franca ainda não foi notificada sobre a decisão judicial. Segundo Luiza Gouvêa, presidente da entidade, a conduta da advogada poderá ser avaliada pelo tribunal de ética, com possíveis punições que vão desde suspensão até cassação da carteira, dependendo da gravidade dos fatos.
Impacto e desdobramentos do caso
Este caso levanta questões sobre ética profissional e segurança das vítimas no sistema judicial. Enquanto a medida protetiva oferece alguma proteção a Vilela, as investigações continuam para apurar a veracidade das acusações. A comunidade local acompanha com atenção, destacando a importância de garantir que os direitos das vítimas sejam respeitados sem interferências indevidas.
O episódio serve como um alerta para a necessidade de vigilância contra possíveis abusos no exercício da advocacia, reforçando o papel de órgãos como a OAB na fiscalização da profissão.



