Adolescente de 16 anos é apreendida por usar atestados médicos falsos em escola militarizada de Roraima
Adolescente apreendida por atestados médicos falsos em escola de RR

Adolescente é detida por apresentar atestados médicos falsificados em colégio de Roraima

Uma adolescente de 16 anos foi apreendida pela Polícia Militar após ser flagrada utilizando atestados médicos falsos no Colégio Estadual Militarizado Senador Hélio Campos, localizado no bairro Dr. Silvio Leite, na zona Oeste de Boa Vista, capital de Roraima.

Descoberta da fraude e investigação

A equipe pedagógica da instituição de ensino começou a desconfiar da autenticidade dos documentos quando percebeu que todos os atestados eram assinados pelo mesmo médico e indicavam que a adolescente havia sido atendida no Hospital da Criança Santo Antônio. A suspeita aumentou considerando que esta unidade hospitalar atende exclusivamente pacientes com até 12 anos incompletos, enquanto a estudante tem 16 anos.

Nos documentos falsificados, constavam diagnósticos de "urticária associada à anemia" e "urticária forte expressiva", com recomendações para que a adolescente evitasse agitação para não agravar o quadro clínico.

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Confissão e apreensão de provas

O gestor da escola comunicou o caso à Polícia Militar, informando que a estudante havia entregado vários atestados em sequência. Na delegacia, segundo relatos da PM, a adolescente confessou ter falsificado os documentos. Ela alegou que encontrou os atestados na casa de sua irmã de 26 anos e do cunhado, que é médico, mas afirmou que os familiares não tinham conhecimento do uso indevido.

A irmã da adolescente, que é sua responsável legal, foi acionada e compareceu à unidade policial. Durante a apreensão, foram recolhidos um aparelho celular e os documentos falsificados como provas do crime.

Enquadramento legal e consequências

O caso foi registrado na delegacia como falsidade ideológica, crime previsto no Código Penal brasileiro. A adolescente, por ser menor de idade, foi encaminhada para as medidas socioeducativas apropriadas, enquanto a investigação prossegue para apurar possíveis envolvimentos de terceiros.

Este incidente levanta questões sobre a fiscalização de documentos em instituições de ensino e a importância da verificação cuidadosa de atestados médicos apresentados por estudantes. Autoridades educacionais e policiais reforçam a necessidade de atenção redobrada para evitar fraudes similares no futuro.

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