Homem é absolvido após atirar em réu durante júri em fórum de Pernambuco
Absolvido homem que atirou em réu durante júri em Pernambuco

Homem é absolvido após atirar em réu durante sessão de júri em fórum pernambucano

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) confirmou nesta segunda-feira (20) a absolvição de Cristiano Alves Terto, acusado de tentativa de homicídio após efetuar disparos contra Francisco Cleidivaldo Mariano de Moura durante uma sessão de júri no Fórum de São José de Belmonte. O crime, registrado por câmeras de segurança em novembro de 2023, teve como motivação a vingança pela morte do pai do atirador, ocorrida em 2012 após uma discussão envolvendo um burro que fugiu de uma propriedade rural.

Detalhes do ataque durante o júri

O júri que culminou no ataque foi realizado no dia 10 de abril na 3° Vara do Júri da Capital, no Recife. Nas imagens das câmeras internas, é possível observar Cristiano inicialmente sentado acompanhando a sessão ao lado de uma mulher. Em determinado momento, ele se levanta sozinho, caminha em direção ao réu e efetua disparos. A mulher tenta impedi-lo, puxando sua camisa, enquanto Francisco Cleidivaldo tenta se proteger correndo dentro do espaço do júri.

Testemunhas, advogados e o juiz presentes na sessão pública também correram para se proteger. Além dos tiros, Cristiano desferiu coronhadas na cabeça do réu quando conseguiu se aproximar. O atirador foi detido em flagrante na época, com a polícia apreendendo um revólver calibre 38. Francisco Cleidivaldo, único ferido no ataque, foi levado ao Hospital de Serra Talhada, no Sertão, para tratamento médico.

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Contexto histórico do conflito

O caso remonta a 29 de novembro de 2023, quando Cristiano acompanhava o julgamento de Francisco Cleidivaldo, acusado de matar seu pai, Francisco Alves, em 2011. Segundo o processo do TJPE, o crime original ocorreu após uma discussão sobre um burro que fugiu de uma propriedade na zona rural. Francisco Cleidivaldo procurava o animal desaparecido, enquanto Francisco Alves o acusava de ser ladrão.

Durante audiência em 21 de março de 2013, Francisco Cleidivaldo confessou ter atirado contra Francisco Alves. Ele relatou que, no dia do crime em 5 de outubro de 2012, ao perguntar sobre o burro, recebeu uma resposta grosseira e foi atacado com um pedaço de madeira. Na tentativa de se proteger, efetuou um disparo para cima antes de fugir para Salgueiro, onde foi preso em flagrante.

Consequências fatais e processo judicial

Francisco Alves foi levado a um hospital local e transferido para Arcoverde, mas faleceu 18 dias após o ocorrido. O processo descreve que, após a resposta negativa da vítima, o denunciado irritou-se e descarregou três projéteis em sua direção, com um atingindo o abdômen. A vítima foi socorrida por familiares, mas não resistiu.

O Conselho de Sentença absolveu Cristiano Alves Terto da acusação de tentativa de homicídio. Até a última atualização, o TJPE não divulgou informações sobre o estado de Francisco Cleidivaldo Mariano de Moura. O caso exemplifica os desdobramentos trágicos de conflitos rurais e a busca por justiça através de meios violentos, levantando questões sobre segurança em tribunais e a eficácia do sistema judicial.

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