Açaí com chumbinho: laudo confirma veneno em caso de tentativa de homicídio em Ribeirão Preto
Açaí com chumbinho: laudo confirma veneno em Ribeirão Preto

Açaí com chumbinho: laudo da polícia confirma presença de veneno em caso de tentativa de homicídio

Um jovem de 27 anos passou mal após consumir um açaí em Ribeirão Preto, São Paulo, em fevereiro deste ano, relatando um gosto estranho semelhante a óleo de motor. Agora, um laudo da Polícia Civil apontou a presença de chumbinho, uma substância tóxica, no copo de açaí, elevando o caso a uma investigação de tentativa de homicídio.

Vítima sobrevive após internação em UTI

Adenilson Ferreira Parente precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas após ingerir o alimento contaminado. Felizmente, ele se recuperou, recebeu alta médica e atualmente está bem de saúde. O incidente ocorreu no dia 5 de fevereiro, quando a namorada dele, Larissa de Souza, comprou dois açaís em uma loja na Avenida Barão do Bananal, zona Leste da cidade.

Investigações apontam para tentativa de homicídio

De acordo com o delegado José Carvalho de Araújo Júnior, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), as provas técnicas, incluindo o laudo que identificou terbufós no copo, indicam uma tentativa de homicídio. "Nós temos a certeza de que, de alguma forma, alguém tentou matar a vítima ministrando um veneno nesse copo", afirmou o delegado. O inquérito policial deve ser concluído nos próximos dias, com a análise de dados extraídos dos celulares de Adenilson e Larissa.

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Substância encontrada é altamente tóxica

A substância identificada no açaí é o terbufós, um princípio ativo do chumbinho, utilizado como agrotóxico no controle de pragas agrícolas. Danilo Dorta, toxicologista da Universidade de São Paulo (USP), explica que o composto é altamente tóxico para seres humanos, podendo causar sintomas como náuseas, sudorese intensa e, em concentrações elevadas, ser letal.

Namorada é principal suspeita

Larissa de Souza é investigada pela polícia como uma das principais suspeitas de misturar o açaí com a substância, devido ao seu envolvimento na compra e entrega do alimento. Ela negou qualquer participação no caso durante depoimento prestado em 19 de fevereiro, com sua defesa alegando que o relacionamento com Adenilson era harmonioso. Imagens de câmeras de segurança mostram Larissa manuseando os copos de açaí antes do consumo, o que reforça as suspeitas das autoridades.

Loja é descartada como local do envenenamento

A possibilidade de que o envenenamento tenha ocorrido dentro da loja onde o açaí foi comprado foi descartada pela polícia, já que gravações do preparo do alimento não mostraram atitudes suspeitas dos funcionários. As investigações se concentram no momento em que o casal chegou em casa, com câmeras registrando Larissa entregando o açaí a Adenilson e, posteriormente, recolhendo o copo do chão.

Laudo confirma veneno, mas exame de sangue não detecta

O laudo policial confirmou a presença de terbufós no copo de açaí, embora um exame de sangue feito quando Adenilson foi internado não tenha identificado vestígios do veneno em seu organismo. O delegado Araújo explica que isso se deve ao tratamento médico imediato, que ajudou na eliminação da substância pelo corpo do jovem.

O caso continua sob investigação, com a polícia buscando reunir todas as provas para apresentar à Justiça. A comunidade de Ribeirão Preto acompanha com atenção os desdobramentos deste incidente chocante que envolve um alimento popular e uma suspeita grave de crime.

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