Criminosos escavam túnel para assaltar bancos em Montevidéu; PCC é suspeito
Autoridades do Uruguai estão investigando o possível envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) em uma tentativa de assalto a bancos na capital Montevidéu. Os criminosos utilizaram uma estratégia elaborada, escavando túneis subterrâneos para acessar as instituições financeiras de forma silenciosa e discreta.
Operação policial impede crime grave
A polícia uruguaia iniciou a investigação sobre a quadrilha em setembro de 2025, após receber uma denúncia anônima relacionada ao tráfico de drogas. No entanto, as autoridades decidiram agir somente quando as escavações estavam próximas de alcançar seu destino final, garantindo o sigilo necessário para uma intervenção eficaz.
"Em uma operação desta natureza, manter informações sob sigilo nos permitiu impedir que acontecesse algo muito grave para o nosso país", declarou José Manuel Azambuya, policial uruguaio envolvido no caso.
Prisões e suspeitas de ligação com o PCC
Até o momento, 11 suspeitos foram presos, sendo que quatro deles são de nacionalidade brasileira. Embora o advogado dos criminosos, Pablo Casas, afirme que nenhum dos detidos tem ligação com o PCC, dois dos brasileiros são suspeitos de integrarem a facção criminosa.
A investigação aponta que o plano criminoso incluía não apenas o assalto aos bancos, mas também o transporte de entorpecentes até o Porto de Montevidéu, com o objetivo de enviar a carga para outros países da América Latina e Europa. Durante a operação, foram apreendidos 150 kg de drogas.
Estratégia subterrânea e apreensões
Os túneis escavados pelos criminosos representavam uma ameaça significativa à segurança pública e financeira do Uruguai. A polícia destaca que a operação de avanço por baixo da terra foi meticulosamente planejada para evitar detecção, mas a vigilância constante das autoridades garantiu sua interrupção antes que danos maiores ocorressem.
As apreensões de drogas e as prisões realizadas demonstram a complexidade do esquema criminoso, que combinava atividades ilícitas de roubo e tráfico internacional. As investigações continuam para esclarecer todas as conexões e responsabilidades envolvidas.



