As relações diplomáticas entre Rússia e Reino Unido atingiram um novo ponto de tensão nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026. O governo russo anunciou a expulsão de um diplomata britânico, acusando-o de realizar atividades de espionagem em território russo. A medida foi imediatamente rebatida por Londres, que a classificou como uma alegação "maliciosa" e "infundada".
Acusações e a reação imediata
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia convocou a encarregada de negócios britânica, Danae Dholakia, para comunicar a decisão. O funcionário em questão foi identificado como Gareth Samuel Davies, que atuava como segundo secretário na embaixada do Reino Unido em Moscou.
Segundo comunicado oficial russo, Davies teve seu credenciamento revogado com base em "informações recebidas a respeito de sua filiação aos serviços secretos" britânicos. As autoridades de Moscou afirmam que ele foi enviado ao país "sob o pretexto" de funções diplomáticas. O diplomata recebeu um prazo de duas semanas para deixar a Rússia.
O Serviço Federal de Segurança (FSB) reforçou a posição do Kremlin, declarando que a Rússia "não tolerará membros não declarados dos serviços de inteligência britânicos em território russo". A nota ainda alertou para uma "resposta simétrica decisiva" caso o Reino Unido decida escalar o conflito.
A defesa do Reino Unido e o cenário de tensão
Em resposta rápida, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores britânico emitiu um comunicado rejeitando veementemente as acusações. "Esta não é a primeira vez que o Kremlin faz acusações maliciosas e infundadas contra nossos funcionários", afirmou o representante.
O governo de Londres ainda declarou que está "analisando cuidadosamente" as opções de resposta à medida tomada por Moscou. A expulsão ocorre em um momento de relações já extremamente deterioradas entre o Ocidente e a Rússia, principalmente devido à guerra em curso na Ucrânia, que completa anos de conflito.
Contexto e possíveis desdobramentos
Este episódio representa mais um capítulo na longa história de desconfiança e acusações mútuas de espionagem entre os dois países. A retórica agressiva de ambos os lados indica pouca disposição para um desescalonamento no curto prazo.
Analistas observam que a expulsão de diplomatas é uma tática comum em disputas geopolíticas, servindo como um sinal de descontentamento público. A decisão russa, acompanhada da ameaça de retaliação, sugere que Moscou está preparada para um novo ciclo de medidas hostis caso julgue necessário.
O desfecho desta crise diplomática agora depende dos próximos movimentos do governo britânico. A promessa de uma resposta cuidadosamente analisada por parte de Londres deixa em aberto se haverá uma ação de retaliação direta, o que poderia levar a uma nova espiral de expulsões e aumento da tensão bilateral em um momento já crítico para a segurança europeia e global.