Quadrilha especializada rouba obras de Renoir, Matisse e Cézanne de museu italiano em assalto relâmpago
Um assalto cinematográfico chocou o mundo das artes na Itália. Quatro homens encapuzados invadiram a Fundação Magnani Rocca, um dos museus privados mais importantes do país, localizado em Parma, no norte da península, e furtaram três obras de arte de valor inestimável. O crime, que ocorreu na madrugada entre os dias 22 e 23 de março, foi noticiado neste domingo, 29, pela imprensa italiana, revelando detalhes que apontam para uma quadrilha altamente especializada em roubos de obras de arte.
Obras roubadas e seus valores astronômicos
As obras furtadas somam um valor total de 9 milhões de euros, equivalente a aproximadamente 54,3 milhões de reais na cotação atual. A peça mais valiosa é "Les Poissons" ("Os peixes"), de Pierre-Auguste Renoir, pintada em 1917, que sozinha vale cerca de 6 milhões de euros (mais de 32 milhões de reais). As outras duas obras são "Natureza-morta com cerejas", de Paul Cézanne, de 1890, e "Odalisca na varanda", de Henri Matisse, pintada em 1922.
Assalto rápido e preciso
O crime foi executado com uma precisão impressionante, durando apenas três minutos no total. Segundo relatos da imprensa local, os assaltantes estavam preparados para levar outras obras, mas foram surpreendidos pela equipe de segurança do museu. Eles conseguiram escapar pulando um dos muros do local, deixando para trás apenas o rastro de um crime bem planejado. Até o momento, nenhum dos quatro homens foi preso, e suas identidades permanecem desconhecidas pelas autoridades.
Contexto de roubos a museus
Este não é um caso isolado no cenário internacional de crimes contra o patrimônio artístico. Em outubro do ano passado, uma quadrilha invadiu o Museu do Louvre, em Paris, e roubou joias da coroa francesa em um intervalo de apenas sete minutos, durante a luz do dia. A polícia francesa conseguiu prender quatro pessoas envolvidas, identificadas a partir de DNA deixado no local.
Poucas semanas após o assalto ao Louvre, um crime similar ocorreu no Brasil. Oito gravuras de Matisse e cinco de Portinari foram roubadas à luz do dia na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo. Os dois assaltantes foram flagrados por câmeras de segurança e posteriormente presos, demonstrando que esse tipo de ação criminosa é uma preocupação global.
Implicações e investigações em andamento
A rapidez e a eficiência do assalto na Fundação Magnani Rocca reforçam a tese de que se trata de uma quadrilha especializada em roubos de obras de arte. As autoridades italianas estão investigando o caso, mas ainda não há informações sobre pistas concretas ou suspeitos identificados. O incidente levanta questões sobre a segurança em museus e a necessidade de medidas mais robustas para proteger o patrimônio cultural.
Enquanto isso, o mundo das artes lamenta a perda temporária dessas obras-primas, esperando que sejam recuperadas intactas e que os responsáveis sejam levados à justiça. A Fundação Magnani Rocca, conhecida por sua coleção impressionista, agora enfrenta o desafio de reforçar sua segurança para evitar futuros incidentes.



