Polícia da Coreia do Sul pede prisão de presidente da Hybe, agência do BTS, por fraude
Polícia sul-coreana pede prisão de presidente da Hybe do BTS

Polícia sul-coreana solicita mandado de prisão contra fundador da Hybe por suspeita de fraude financeira

A Agência de Polícia Metropolitana de Seul formalizou um pedido de mandado de prisão contra Bang Si-hyuk, presidente e fundador da Hybe, a poderosa agência responsável pelo fenômeno global do K-pop BTS. As acusações giram em torno de supostas negociações ilegais durante o processo de abertura de capital da empresa na bolsa de valores.

Investigação aponta violação de leis do mercado de capitais

De acordo com as autoridades policiais, Bang é suspeito de ter enganado investidores antes da listagem inicial de ações da Hybe. A investigação alega que ele direcionou investidores a vender suas participações para um fundo de private equity vinculado a seus parceiros comerciais. Após a conclusão da abertura de capital, esse fundo teria vendido sua participação acionária, e Bang supostamente recebeu aproximadamente 30% dos lucros por meio de um acordo prévio entre acionistas.

Os lucros ilícitos estimados pela polícia chegam a cerca de 190 bilhões de won, o que equivale a aproximadamente R$ 730 milhões. Essa quantia representa um prejuízo significativo para os investidores que foram induzidos ao erro durante o processo.

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Defesa do executivo nega veementemente as acusações

Em resposta ao pedido de prisão, a defesa de Bang Si-hyuk emitiu um comunicado oficial nesta terça-feira, dia 21. "Lamentamos profundamente que o mandado tenha sido solicitado, apesar de nossa cooperação total e constante com as investigações ao longo de um extenso período", afirmaram os advogados. Eles reforçaram que continuarão colaborando com todos os procedimentos legais para esclarecer a posição do executivo e provar sua inocência.

Bang, que é uma figura central na indústria musical sul-coreana, fundou a Hybe e foi instrumental no sucesso estrondoso do BTS, transformando o grupo em um fenômeno cultural e econômico mundial.

Impacto financeiro e restrições de viagem

Logo após a divulgação da notícia, as ações da Hybe na bolsa de valores registraram uma queda de 2,4% no fechamento do pregão. Esse movimento contrastou fortemente com o desempenho geral do mercado, já que o índice de referência da bolsa sul-coreana, o KOSPI, apresentou uma alta expressiva de 2,7% no mesmo período.

Além das questões financeiras, a polícia confirmou um desenvolvimento internacional curioso. A embaixada dos Estados Unidos em Seul enviou uma carta solicitando que Bang fosse autorizado a viajar temporariamente para o território americano, apesar da proibição de deixar a Coreia do Sul que foi imposta durante a investigação. O pedido visava permitir que o executivo participasse de um evento em comemoração ao Dia da Independência dos Estados Unidos e discutisse detalhes importantes da turnê global do BTS.

A embaixada americana optou por não comentar publicamente o assunto, mantendo um silêncio diplomático. Vale ressaltar que Bang está proibido de sair da Coreia do Sul desde agosto de 2025, uma medida preventiva para garantir sua disponibilidade durante as investigações.

Próximos passos no processo legal

O pedido de mandado de prisão agora será analisado minuciosamente pela Promotoria do Distrito Sul de Seul. Caso os promotores decidam dar prosseguimento ao pedido, um tribunal realizará uma audiência em um prazo de dois ou três dias para avaliar os argumentos e decidir se decreta efetivamente a prisão de Bang Si-hyuk.

Este caso tem atraído atenção global não apenas pelo montante financeiro envolvido, mas também pelo protagonista ser uma das personalidades mais influentes da indústria do entretenimento asiático. O desfecho poderá ter repercussões significativas para o futuro da Hybe e para a imagem do K-pop no cenário internacional.

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