Jogadores de rúgbi condenados a até 14 anos por estupro coletivo na França
Jogadores de rúgbi condenados a 14 anos por estupro na França

Jogadores de rúgbi recebem penas severas por estupro coletivo na França após julgamento a portas fechadas

No final de 2024, quase oito anos após os graves acontecimentos em Bordeaux, no sudoeste da França, a justiça francesa confirmou as condenações por estupro coletivo contra três jogadores de rúgbi. O francês Loïck Jammes e o irlandês Denis Coulson foram sentenciados a 14 anos de prisão, enquanto o neozelandês Rory Grice recebeu pena de 12 anos de reclusão.

Julgamento realizado a portas fechadas com sentença lida após cinco horas de deliberação

Durante a madrugada, o juiz presidente do Tribunal do Júri de Charente, em Angoulême, no sudoeste francês, proclamou a sentença definitiva após cinco intensas horas de deliberação. O processo foi conduzido a portas fechadas, mantendo o sigilo necessário para um caso de tamanha gravidade.

"Eles foram condenados à mesma pena do primeiro julgamento", declarou o magistrado. "O tribunal e o júri levaram em conta a gravidade extrema dos atos, as circunstâncias envolvidas e a ausência de qualquer mudança significativa de comportamento em comparação com a decisão anterior."

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Na sexta-feira que antecedeu o veredito, o Ministério Público francês já havia solicitado penas de 14 anos de prisão para os três atletas. A legislação francesa estabelece pena máxima de 20 anos para acusações de estupro coletivo, demonstrando a seriedade com que o caso foi tratado.

Os detalhes chocantes do crime ocorrido em março de 2017

Segundo a sentença judicial, os três jogadores do time Grenoble, então com idades entre 22 e 27 anos, cometeram o estupro coletivo em 11 de março de 2017. A vítima, uma mulher de 20 anos que se encontrava em estado de extrema embriaguez, foi violentada após um jogo de rúgbi em Bordeaux.

Na manhã de 12 de março de 2017, a jovem saiu chorando descontroladamente de um hotel em Mérignac, nas proximidades de Bordeaux, onde a equipe do Grenoble estava hospedada após a derrota para o Union Bordeaux-Bègles.

Na denúncia original, a estudante — que posteriormente se tornou magistrada — relatou que seguiu alguns jogadores de rúgbi até uma boate durante uma noite de confraternização, mas afirmou não se lembrar do que aconteceu depois desse momento. Ela descreveu ter acordado no dia seguinte completamente nua em uma cama, com uma muleta introduzida na vagina, cercada por dois homens nus e outros vestidos.

Defesa dos acusados e outros envolvidos no caso

Durante todo o processo judicial, assim como no primeiro julgamento, os três réus mantiveram a alegação de que a relação sexual teria sido consensual. Eles basearam sua defesa em um vídeo gravado por um dos envolvidos, que segundo eles comprovaria a versão dos atletas.

Outros dois membros da equipe que testemunharam o estupro sem intervir não recorreram da sentença inicial. O irlandês Chris Farrell foi condenado a quatro anos de prisão, dos quais dois em regime suspenso, enquanto o neozelandês Dylan Hayes recebeu pena de dois anos com suspensão.

Durante a leitura do veredito final, os três réus principais permaneceram imóveis no banco dos acusados antes de conversarem extensamente com seus advogados e familiares presentes. A denunciante não compareceu à sessão de leitura da sentença.

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