Filho detido em Barcelona por sequestro e morte do pai, ex-banqueiro ucraniano, por criptomoedas
Filho detido por sequestro e morte do pai por criptomoedas

Filho é detido em Barcelona por envolvimento em sequestro e morte do pai por criptomoedas

As autoridades espanholas prenderam nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, um homem de 34 anos em Barcelona, suspeito de ter participado ativamente no sequestro e na morte do próprio pai, um ex-banqueiro ucraniano. O objetivo do crime hediondo era obter a quantia de 250 mil euros, equivalente a aproximadamente 1,6 milhão de reais, em criptomoedas. A informação foi divulgada pela agência de notícias italiana ANSA, revelando detalhes chocantes do caso que chocou a Europa.

Crime ocorreu em Milão com participação de quadrilha

O crime brutal aconteceu na cidade de Milão, na Itália, no final do mês de janeiro. A Polizia di Stato cumpriu um mandado de prisão europeu emitido por "sequestro agravado por morte", prendendo o suspeito em território espanhol. A vítima, identificada como Alexandru Adarici, de 54 anos e possuindo nacionalidade ucraniana e romena, foi encontrada morta após cair da janela do hotel onde estava hospedado em Milão, no dia 23 de janeiro.

As investigações conduzidas pelo procurador de Milão, Rosario Ferracane, apuraram que o filho da vítima "participou" diretamente no sequestro do ex-banqueiro e gestor de negócios, forçando-o a realizar uma transferência de 250 mil euros em criptomoedas. Segundo as autoridades, o suspeito teria atraído o pai para uma emboscada cuidadosamente planejada, que contou com a participação de pelo menos outras quatro pessoas, todas atualmente sendo procuradas pela polícia italiana.

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Investigação revela detalhes macabros do sequestro

O procurador Marcello Viola emitiu um comunicado oficial explicando que as investigações "permitiram apurar que o suspeito, depois de convencer o pai - um empresário ativo, juntamente com ele, no setor financeiro e de investimentos - a ir a Milão para participar de uma ‘reunião’ de trabalho, contribuiu para o seu sequestro com o objetivo de forçá-lo a transferir 250.000 euros em criptomoedas".

Inicialmente, a investigação se concentrou em duas pessoas que foram vistas saindo do hotel imediatamente após a queda fatal de Adarici. Com o aprofundamento das apurações, descobriu-se que havia pelo menos três indivíduos dentro do quarto do hotel, além do próprio ucraniano e de seu filho. Do lado de fora do estabelecimento, outro cúmplice ficava de vigia, completando a operação criminosa.

Corpo apresenta sinais de violência extrema

O corpo de Alexandru Adarici foi encontrado com marcas evidentes de violência no pescoço e nos pulsos, compatíveis com o fato de ele ter sido amarrado e espancado durante o cativeiro. As autoridades médicas e policiais ainda trabalham para determinar se a morte ocorreu antes ou depois da queda pela janela do hotel, um aspecto crucial para a qualificação final do crime.

Durante interrogatório realizado pelas autoridades espanholas, o suspeito preso em Barcelona contou uma versão diferente dos fatos. Ele alegou que também foi sequestrado junto com o pai "por algumas pessoas" e que recebeu instruções para retornar à Espanha sem denunciar o crime às autoridades. Essa narrativa, no entanto, é contestada pelas evidências coletadas durante a investigação italiana.

Operação internacional para capturar todos os envolvidos

A cooperação policial entre Itália e Espanha tem sido fundamental para o avanço deste caso complexo que envolve crimes financeiros, violência familiar e tráfico internacional. As autoridades continuam buscando os outros quatro suspeitos que participaram do sequestro, todos considerados perigosos e possivelmente armados.

Este caso chocante ilustra como os crimes envolvendo criptomoedas podem levar a situações extremas de violência, mesmo dentro do seio familiar. A justiça italiana já iniciou os procedimentos para a extradição do suspeito detido em Barcelona, que deve responder pelos crimes em território italiano onde ocorreu a tragédia.

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