Família de Virginia Giuffre celebra prisão do Príncipe Andrew: 'Ele nunca foi um príncipe'
Família de Giuffre sobre prisão de Andrew: 'Ele nunca foi príncipe'

Família de Virginia Giuffre celebra prisão do Príncipe Andrew: 'Ele nunca foi um príncipe'

A família de Virginia Giuffre, principal denunciante do escândalo envolvendo Jeffrey Epstein, reagiu com firmeza à prisão do Príncipe Andrew nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026. Em declarações contundentes, os irmãos da americana, que faleceu em abril de 2025, afirmaram que a detenção confirma que "ninguém está acima da lei, nem mesmo a realeza".

Declarações emocionadas e agradecimentos às autoridades

Em nota enviada ao jornal britânico The Guardian, os familiares de Giuffre expressaram gratidão pela investigação policial que resultou na prisão do ex-príncipe. "Em nome de nossa irmã, expressamos nossa gratidão pela investigação e pela prisão de Andrew Mountbatten-Windsor", declararam. Eles completaram com uma frase que ecoa nas redes sociais: "Ele nunca foi um príncipe. A todos os sobreviventes, Virginia fez isso por vocês."

Em comunicado separado à BBC, a família destacou o caráter extraordinário da coragem de Virginia: "Uma americana comum, vinda de uma família americana comum, derrubou um príncipe britânico com sua verdade e sua coragem extraordinária." Segundo os irmãos, essa coragem foi fundamental para "derrubar um príncipe" e trazer justiça ao caso.

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Detenção minuciosa e reação do Palácio de Buckingham

A prisão ocorreu após uma "avaliação minuciosa" das provas reunidas pela Polícia do Vale do Tâmisa. Agentes à paisana e viaturas descaracterizadas foram até Sandringham, residência de Andrew, para efetuar a detenção sob suspeita de má conduta em cargo público.

O Palácio de Buckingham informou que o rei Charles III recebeu a notícia "com preocupação", mas reiterou que "a lei deve seguir seu curso". A prisão recoloca no centro do debate um dos maiores escândalos a atingir a monarquia britânica nas últimas décadas, reacendendo as acusações ligadas ao caso Jeffrey Epstein.

Quem foi Virginia Giuffre e seu papel no escândalo

Virginia Giuffre foi a primeira mulher a acusar publicamente Andrew de abuso sexual no contexto da rede de exploração comandada por Epstein. Em denúncia apresentada em 2014, ela afirmou ter sido vítima de tráfico sexual e declarou que foi forçada a manter relações com o então príncipe ao menos três vezes em 2001, quando tinha 17 anos. Andrew sempre negou veementemente as acusações.

O caso ganhou dimensão internacional e levou, em 2022, a um acordo extrajudicial entre Andrew e Giuffre, firmado sem admissão de culpa. A repercussão resultou no afastamento do duque das funções oficiais da família real e na perda de seus títulos militares e patronatos.

Contexto ampliado do escândalo e investigações em curso

Além de Epstein, que morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento, e de Ghislaine Maxwell — condenada por tráfico sexual de menores —, o nome de Andrew tornou-se um dos mais associados ao escândalo. Nos últimos meses, uma segunda mulher, que permanece anônima, também apresentou acusações relacionadas ao ex-príncipe.

A investigação agora busca esclarecer a extensão das responsabilidades de Andrew, com a polícia examinando novas evidências e testemunhos. Giuffre morreu na Austrália, onde vivia, e sua família atribuiu a morte aos danos psicológicos decorrentes de anos de abuso e exploração.

Para os irmãos, a prisão de Andrew simboliza o desdobramento de uma batalha iniciada há mais de uma década por Virginia, que se tornou uma das vozes mais conhecidas na denúncia de redes de tráfico sexual envolvendo figuras poderosas. Eles enfatizam que este momento representa um passo crucial na busca por justiça para todas as vítimas.

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