Ex-príncipe Andrew é solto após prisão por suspeita de má conduta no cargo público
Ex-príncipe Andrew solto após prisão por suspeita de má conduta

Ex-príncipe Andrew deixa delegacia após prisão por suspeita de má conduta no cargo público

O ex-príncipe Andrew da Inglaterra foi solto nesta quinta-feira (19) após passar cerca de 11 horas detido em uma delegacia de polícia em Norfolk. A prisão ocorreu oficialmente sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público, com as autoridades afirmando que ele foi liberado enquanto as investigações continuam. A polícia também realizou buscas em dois endereços ligados ao ex-príncipe: um em Berkshire, a oeste de Londres, e outro em Norfolk, no leste da Inglaterra.

Declaração de Donald Trump sobre o caso

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu sua primeira declaração sobre o episódio, descrevendo a prisão como "uma coisa muito chata" e "muito triste". Trump fez os comentários a bordo do Air Force One enquanto se dirigia à cidade de Rome, na Geórgia, onde terá compromissos na sexta-feira. O republicano costuma alegar que foi "inocentado" no caso Epstein, o qual teria relação com a detenção de Andrew Mountbatten-Windsor. "De certa forma, sou especialista no assunto porque fui totalmente inocentado, então posso falar sobre isso… Acho uma pena. Acho muito triste. Acho péssimo para a família real. É muito, muito triste. Para mim, é uma coisa muito triste. Quando vejo isso, é muito triste", disse Trump.

O presidente também fez uma menção ao rei Charles III, que visitará os EUA em abril: "Ver isso e ver tudo o que está acontecendo com o irmão dele, que virá ao nosso país muito em breve, o rei... então acho que é uma coisa muito triste."

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Investigações e conexões com o caso Epstein

A prisão do ex-príncipe Andrew ocorreu uma semana após autoridades britânicas abrirem uma investigação para apurar se ele enviou relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. Epstein foi um financista norte-americano acusado de comandar uma rede de abuso sexual de menores de idade e morreu na prisão em 2019.

Arquivos do caso divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos desde dezembro citam Andrew diversas vezes. Entre os materiais, há fotos em que ele aparece ajoelhado ao lado de uma mulher com o rosto censurado. Andrew também foi acusado de agressão sexual por Virginia Giuffre, testemunha central do caso Epstein, quando ela ainda era menor de idade. Giuffre tirou a própria vida na Austrália, em abril de 2025, aos 41 anos. O ex-príncipe nega todas as acusações, tanto as relacionadas ao envio de informações confidenciais quanto as de agressão sexual.

Detalhes da prisão e reações da família real

Durante a manhã, a polícia do Vale do Tâmisa informou que prendeu um homem na casa dos 60 anos com "motivos razoáveis para suspeitar que um crime ocorreu". O nome do suspeito não foi divulgado oficialmente, sob a justificativa de proteger a identidade do preso. Mais tarde, a BBC publicou uma reportagem afirmando que o preso era o ex-príncipe Andrew, informação confirmada pela família real britânica.

Em comunicado, o rei Charles III afirmou ter recebido a notícia "com preocupação", mas declarou que a polícia tem o apoio da família real e que "a lei precisa seguir seu curso". Segundo a BBC, o monarca não foi avisado previamente sobre a prisão. O príncipe William e a princesa Kate também apoiam a posição do rei, de acordo com o serviço de imprensa real. Ainda de acordo com a BBC, caso o ex-príncipe seja considerado culpado de má conduta no exercício de cargo público, ele pode ser condenado à prisão perpétua.

Pressão sobre a família real britânica

Os laços entre Andrew e Epstein, revelados por arquivos do caso divulgados nos Estados Unidos, colocaram a família real britânica sob pressão. O príncipe William e a princesa Kate disseram na semana passada que estão "profundamente preocupados" com as revelações. Em outubro do ano passado, Andrew foi destituído de todos os títulos reais por decisão do rei Charles III, após novas revelações sobre a amizade com Epstein. Ele também "foi expulso" da residência oficial em Windsor e se mudou para uma casa de campo em Sandringham.

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A polícia britânica abriu investigações após as revelações do caso virem à tona e apontarem possíveis conexões com o Reino Unido. Autoridades pediram nesta semana que testemunhas denunciem casos de tráfico de mulheres. O subchefe de polícia Oliver Wright afirmou: "Após uma avaliação minuciosa, abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta no exercício de cargo público. É importante proteger a integridade e a objetividade da apuração enquanto trabalhamos com nossos parceiros."