Ex-príncipe Andrew é preso por suspeita de conduta imprópria em cargo público
Ex-príncipe Andrew preso por suspeita de conduta imprópria

Ex-príncipe Andrew é preso por suspeita de conduta imprópria em cargo público

O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III do Reino Unido, foi preso pela polícia britânica nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, dia em que completou 66 anos. A detenção ocorreu por suspeita de conduta imprópria em cargo público, marcando um novo capítulo nos escândalos que envolvem o membro da família real.

Detenção ocorre em residência privada e envolve buscas

Andrew foi preso em sua residência privada em Sandringham, Norfolk, local onde residia desde ser expulso do palácio real de Royal Lodge, em Windsor. A Polícia do Vale do Tâmisa emitiu um comunicado confirmando a ação, afirmando que um homem de Norfolk foi detido sob suspeita de má conduta em cargo público e que buscas estavam sendo realizadas em endereços em Berkshire e Norfolk.

"Como parte da investigação, prendemos hoje um homem de Norfolk sob suspeita de má conduta em cargo público e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk. O indivíduo permanece sob custódia policial neste momento", declarou a polícia.

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Investigação minuciosa e ligação com o caso Epstein

O subchefe da corporação, Oliver Wright, ressaltou que, após uma avaliação minuciosa, foi aberta uma investigação sobre a alegação de má conduta em cargo público. "É importante proteger a integridade e a objetividade do inquérito", afirmou Wright, acrescentando que a polícia compreende o significativo interesse público no caso e fornecerá atualizações no tempo apropriado.

A prisão está diretamente ligada aos rumores de que Andrew teria compartilhado informações confidenciais com o financista pedófilo Jeffrey Epstein, com quem mantinha relações próximas. Isso ocorreu durante o período em que o ex-príncipe serviu como representante especial do Reino Unido para comércio internacional, entre 2001 e 2011.

Contexto histórico e remoção de títulos reais

Andrew, ex-duque de York, já havia perdido todos os seus títulos reais em novembro do ano passado devido ao seu envolvimento no "caso Epstein". Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por supostamente comandar uma rede de tráfico sexual de menores, tinha uma conexão próxima com o ex-príncipe.

Arquivos revelados em janeiro nos Estados Unidos incluem:

  • Fotos do ex-príncipe ajoelhado e tocando o corpo de uma mulher no chão, em circunstâncias ainda não esclarecidas.
  • E-mails sugerindo que Epstein convidou Andrew para jantar com uma mulher russa em agosto de 2010.

Esses e-mails evidenciam a ligação próxima entre os dois, ocorrendo dois anos depois de Epstein se declarar culpado de aliciar uma adolescente para prostituição.

Reação política e declaração do premiê

Questionado sobre o envolvimento de Andrew no caso Epstein nesta quinta-feira, antes da prisão, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que "ninguém está acima da lei". A declaração reforça o tom de seriedade com que as autoridades estão tratando o assunto, destacando que mesmo membros da realeza não estão imunes a processos legais.

Este episódio representa mais uma queda em desgraça para Andrew, cuja imagem já foi severamente abalada por escândalos sexuais e associações controversas. A investigação continua em andamento, com a polícia prometendo transparência conforme o caso se desenvolve.

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