Ex-príncipe Andrew é preso na Inglaterra por vínculos com Jeffrey Epstein
Ex-príncipe Andrew preso por ligações com criminoso Epstein

Ex-príncipe Andrew é detido na Inglaterra por conexões com criminoso sexual

O príncipe Andrew, outrora considerado o "filho preferido" da rainha Elizabeth II, foi preso nesta quinta-feira (19) após anos de investigações sobre seus vínculos com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein. A detenção representa um ponto baixo histórico para um membro da família real britânica, que já foi visto como playboy e herói militar.

Queda de um antigo favorito real

Andrew, que completa 66 anos nesta quinta-feira, foi descrito por décadas como o favorito entre os quatro filhos de Elizabeth II. Sua imagem pública, no entanto, sofreu uma deterioração radical conforme suas relações com Epstein vieram à tona. O atual monarca, Charles III, irmão mais velho de Andrew, tem procurado se distanciar publicamente do caso.

Em 9 de fevereiro, o rei indicou estar "pronto para ajudar" nas investigações contra seu irmão, caso solicitado pela polícia. Um porta-voz real enfatizou que "o rei deixou clara sua profunda preocupação com as acusações que continuam surgindo" sobre a conduta de Andrew.

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Acusações de agressão sexual e defesa desastrosa

Em agosto de 2022, a americana Virginia Giuffre acusou Andrew de tê-la agredido sexualmente três vezes em 2001, quando ela tinha 17 anos, sob intermediação de Epstein. O financista foi condenado por pedofilia e cometeu suicídio na prisão em agosto de 2019. Andrew sempre negou veementemente essas acusações.

Em novembro de 2019, o príncipe tentou se defender sobre sua relação com Epstein em uma entrevista à BBC que se transformou em um completo fiasco. Andrew mostrou-se arrogante e sem compaixão pelas supostas vítimas, descrevendo o comportamento de Epstein apenas como "inadequado". O episódio levou-o a anunciar sua aposentadoria da vida pública ainda naquele ano.

Trajetória de príncipe a representante comercial controverso

Nascido em 19 de fevereiro de 1960 no Palácio de Buckingham, Andrew foi durante anos um dos solteiros mais cobiçados da realeza. Casou-se com Sarah Ferguson em 1986, com quem teve duas filhas, as princesas Beatrice e Eugenie, antes de se divorciarem em 1996.

Após 22 anos de serviço na Marinha Real britânica, incluindo participação como piloto de helicóptero na Guerra das Malvinas de 1982, Andrew tornou-se representante especial do Reino Unido para o comércio internacional entre 2001 e 2011. Foi durante esse período que seus comportamentos mais controversos emergiram.

Escândalos e investigações que levaram à prisão

Documentos divulgados em 11 de fevereiro indicaram que Andrew repassou informações confidenciais a Epstein enquanto ocupava sua função comercial. Suas relações com figuras controversas internacionais, incluindo o genro do ex-presidente tunisiano Ben Ali e o filho do ditador líbio Muammar Gaddafi, já eram vistas com suspeita.

Mas foram seus vínculos com Epstein, condenado em 2008 por aliciar garotas para prostituição, que finalmente precipitaram sua queda. A prisão ocorre após Andrew ter sido forçado a renunciar a seus títulos de príncipe e duque de York, tornando-se uma mancha permanente na história da Coroa britânica.

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