Arquivos de Epstein apontam para possível ligação com serviço secreto israelense
Uma descoberta recente nos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein sugere que o financista, já falecido, pode ter atuado para o serviço secreto israelense, o Mossad. A revelação surge a partir de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que incluem um relatório do FBI datado de 2020.
Relatório do FBI indica suspeitas de espionagem
O vazamento de arquivos trouxe à tona um documento produzido pelo escritório do FBI em Los Angeles. Nele, um informante confidencial afirma estar convencido de que Epstein era um "agente cooptado do Mossad" e que havia recebido "treinamento como espião". Essas alegações, ainda não confirmadas oficialmente, adicionam uma nova camada de complexidade ao já polêmico caso.
Financiamento a organizações israelenses
Os documentos divulgados também evidenciam que Epstein financiou entidades ligadas às Forças Armadas de Israel. Entre as organizações beneficiadas estão:
- Friends of the Israel Defense Forces: grupo que arrecada fundos para soldados em atividade e veteranos.
- Fundo Nacional Judaico (JNF): organização histórica envolvida em projetos de desenvolvimento em Israel.
Essas conexões financeiras têm sido analisadas no contexto das relações de Epstein com figuras políticas israelenses.
Relações políticas e resposta de Netanyahu
A estreita amizade de Epstein com o ex-primeiro-ministro Ehud Barak há muito alimenta especulações sobre seus laços com Israel. Em resposta às novas alegações, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu utilizou a rede social X para se manifestar. Ele declarou: "O relacionamento incomumente próximo de Jeffrey Epstein com Ehud Barak não sugere que ele trabalhou para Israel. Prova o contrário."
Essa afirmação busca desassociar o governo israelense das suspeitas, embora os documentos continuem a gerar debates intensos sobre a extensão real das atividades de Epstein.
Implicações e contexto internacional
A possibilidade de Epstein ter atuado como agente de inteligência levanta questões significativas sobre segurança nacional e diplomacia. Analistas destacam que, se confirmadas, essas informações poderiam impactar as relações entre Estados Unidos e Israel, além de reacender investigações sobre redes de influência.
O caso permanece sob escrutínio, com autoridades e pesquisadores examinando minuciosamente cada detalhe dos arquivos recém-divulgados.



